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Wilson Witzel: ‘A polícia vai mirar na cabecinha e… fogo’

Governador eleito do estado, ex-juiz federal reafirma plano de ter atiradores prontos para 'abater' quem esteja portando fuzil nas ruas do Rio

Por Da Redação - 1 nov 2018, 10h01

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), voltou a defender a sua proposta de orientar a polícia do estado a atirar em todo e qualquer potencial criminoso que esteja nas ruas da cidade portando um fuzil, durante entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo publicada na manhã desta quinta-feira 1º.

Para Witzel, não é necessário que a pessoa esteja mirando ou ensejando alguma ameaça com a arma para que os policiais atirem. “O correto é matar o bandido que está de fuzil. A polícia vai fazer o correto: vai mirar na cabecinha e… fogo! Para não ter erro”, disse.

Ex-juiz federal, ele foi eleito no segundo turno para o comando do Rio de Janeiro, com 4.675.355 votos, o equivalente a 59,87% do total, derrotando o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM).

Questionado sobre casos já ocorridos no estado, sobre pessoas que assassinadas enquanto portavam furadeiras ou guarda-chuvas, confundidos com fuzis, o governador eleito afirmou que “quem atirou é um incompetente” e que vai preparar os agentes para agir em situações como essas. “Não estava preparado. Se fizer um curso de “sniper”, vai estar preparado para identificar quem está de guarda-chuva”.

Witzel defende a adoção de tecnologias de reconhecimento facial, com o uso de drones e câmeras de monitoramento no estado, espera a aprovação de uma legislação que flexibilize o Estatuto do Desarmamento e facilite o porte de armas, e quer mudar a orientação oficial sobre assaltos, que comenda que a vítima não reaja. “Mas ele deixa vivo? Será? Eles hoje estão atirando na cabeça. O bandido está impiedoso. Ele pega e mata”, criticou.

‘Só Jesus na causa’

O ex-juiz falou sobre a crise econômica do estado, que ele atribui não a um excesso de gastos, mas sim a falta de receita, que se resolverá com a retomada da economia local com base em “credibilidade”. “Tudo o que o estado tem de fazer é melhorar o desempenho de sua economia. Vem perdendo essa capacidade em razão de escândalos, por falta de interesse das empresas”.

Ele definiu seus antecessores no cargo como uma “constelação de pilantras”. “O Pezão ficou marcado por causa dos governos anteriores. Perdeu credibilidade. Eu não tenho relação com eles. Isso já é uma sinalização positiva para os investidores. Não sou ladrão, minha vida mostra. Os últimos governadores, só Jesus na causa…”

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