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Voto feminino em regiões pró-Bolsonaro é péssimo sinal para o presidente

Entre as mulheres, ele vai mal até onde vai bem

Por Caio Sartori, Sofia Cerqueira Atualizado em 17 jun 2022, 10h41 - Publicado em 19 jun 2022, 07h00

O voto feminino nas projeções para e eleição deste ano suscita análises que trazem péssimas notícias para Jair Bolsonaro (PL). Além de ter apenas 22% dos votos dela, ante 50% de Lula (PT), outra forma de observar isso é no cruzamento com o recorte regional. Se o presidente ainda mantém certa força nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, suas principais fortalezas hoje, o comportamento das mulheres desponta como um grande problema para ele nesses locais. 

Pesquisa da Genial/Quaest com recortes exclusivos feitos a pedido de VEJA, que embasa reportagem especial publicada na atual edição da revista, mostra que as mulheres são bem menos bolsonaristas que os homens até nessas regiões. No caso do Sul, onde Bolsonaro e o ex-presidente têm empate técnico no quadro geral, o petista abre confortável vantagem de 42% a 25% no público feminino.

A situação no Norte é parecida. Mesmo dentro da margem de erro, ele ganha de 42% a 39%, mas o candidato do PT vence de 44% a 37% quando a projeção eleitoral fica limitada a elas. 

No Centro-Oeste, a mais bolsonarista das cinco regiões do país, o atual presidente tem mais que o dobro do principal adversário no cenário geral: 47% a 23%. Mas a diferença despenca para 12 pontos, 36% a 28%, quando apenas as eleitoras são consideradas. É a única região em que o mandatário consegue ter a adesão de mais mulheres do que Lula.

Vem de lá, mais especificamente do Mato Grosso do Sul, a nova esperança do centrão para aliviar a rejeição do presidente no eleitorado feminino. A ideia é colocar a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) como vice na chapa, em vez do general Braga Netto.

“As mulheres vêm demonstrando que têm opiniões próprias, mesmo onde a aceitação a Bolsonaro é mais alta. A variável ‘mulher’ está se sobrepondo a outros segmentos, como o de região”, aponta Felipe Nunes, CEO da Quest e professor de ciência política da UFMG.

A pesquisa da Quaest ouviu 2 000 pessoas nos 27 estados, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03552/2022.

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