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Vitória de Tarcísio no 1º turno pode complicar não só para Lula mas também para Flávio, diz cientista político

Elias Tavares vê uma incógnita para o filho de Bolsonaro: o grau de engajamento do governador no segundo turno

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 set 2026, 12h38 | Atualizado em 15 set 2026, 10h23
Vitória de Tarcísio no 1º turno pode complicar não só para Lula mas também para Flávio, diz cientista político Priorize VEJA no Google

Uma eventual vitória de Tarcísio de Freitas no primeiro turno da eleição para o governo de São Paulo representaria uma notícia “muito ruim” para Lula, mas também acenderia um sinal de atenção para a campanha de Flávio Bolsonaro. A avaliação é do cientista político Elias Tavares, que, no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, apontou uma consequência comum aos dois presidenciáveis: sem segundo turno estadual, ambos perderiam a força de um palanque ainda mobilizado na maior disputa regional do país (este texto é um resumo do vídeo acima).

A análise partiu do cenário apresentado por Laísa a partir de pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta segunda, 14, que indica a possibilidade de Tarcísio liquidar a eleição paulista no primeiro turno. A apresentadora questionou se o resultado poderia prejudicar Lula, que ficaria sem um palanque estadual durante a etapa decisiva da corrida presidencial. Tavares concordou com o risco, mas ampliou o diagnóstico. “Eu acho que é um ponto de alerta e é ruim para os dois lados”, afirmou.

Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

Por que Lula seria o maior prejudicado?

Tavares considera o favoritismo de Tarcísio claro no cenário apresentado. Para o cientista político, Fernando Haddad conseguir levar a eleição estadual para o segundo turno já representaria “uma vitória gigante”, possibilidade que ele considera improvável diante dos números discutidos no programa.

Se a disputa terminar na primeira rodada, Lula perderá um palanque ativo justamente em São Paulo. “Sem dúvida, é uma notícia muito ruim para o Lula, que não terá o palanque no maior colégio eleitoral”, afirmou Tavares.

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O efeito seria especialmente importante porque um segundo turno estadual manteria candidatos, estruturas políticas e aliados mobilizados ao mesmo tempo em que Lula disputasse a fase final da eleição presidencial.

Por que Flávio também teria motivo para se preocupar?

A consequência para Flávio Bolsonaro é diferente. Tavares apontou Tarcísio como seu “principal palanque”, mas disse ter dúvidas sobre o nível de envolvimento pessoal do governador caso ele próprio já esteja reeleito quando começar o segundo turno presidencial.

“Eu não sei se eu enxergo uma vontade do governador Tarcísio, reeleito, em embarcar no segundo turno totalmente”, afirmou.

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Segundo o cientista político, está claro que Flávio é o candidato apoiado por Tarcísio. A questão, para ele, não é a preferência eleitoral do governador, mas até onde Tarcísio estaria disposto a colocar seu próprio capital político e sua estrutura a serviço da campanha presidencial depois de já ter garantido mais um mandato.

O engajamento de Tarcísio pode decidir o tamanho da vantagem?

Para Tavares, esse é o ponto central para a campanha de Flávio. Se, depois de reeleito, Tarcísio continuar mobilizado e conseguir manter prefeitos e aliados engajados na disputa presidencial, o resultado paulista poderá se transformar em uma vantagem expressiva.

A vitória antecipada de Tarcísio, portanto, teria uma natureza ambígua para Flávio: entregaria ao candidato um governador aliado reeleito no maior colégio eleitoral, mas encerraria o palanque estadual que poderia manter a estrutura política naturalmente mobilizada por mais algumas semanas.

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Quem perderia mais com São Paulo decidido no primeiro turno?

Na avaliação de Tavares, os dois lados precisam acompanhar o cenário, mas Lula enfrentaria a consequência mais evidente. Enquanto Flávio ainda poderia contar com um Tarcísio reeleito e disposto a mobilizar seus aliados, o presidente ficaria sem a disputa estadual que sustentaria seu palanque paulista no segundo turno.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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