Clique e assine a partir de 9,90/mês

Vice-presidente da Camargo Corrêa passa mal e é levado a hospital

Eduardo Leite teve crise de pressão alta na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) e teve de ser submetido a exames

Por Daniel Haidar, de Curitiba - 21 nov 2014, 19h24

O vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, preso na operação Lava Jato, teve uma crise de pressão alta e foi levado na noite desta sexta-feira ao Hospital Santa Cruz, em Curitiba (PR), onde foi submetido a exames. Ele está preso preventivamente na carceragem da Polícia Federal da capital paranaense por suspeita de envolvimento no cartel que fraudava e superfaturava contratos da Petrobras e desviava dinheiro para políticos e partidos.

Leia também:

Em depoimento, lobista nega ligação com PMDB

Ao pedir liberdade, executivo se compromete a não fazer doações a políticos

Continua após a publicidade

De acordo com o advogado Marlus Arns de Oliveira, Leite é cardiopata e passou mal à tarde. “Ele teve um problema de pressão alta. A pressão bateu 23 por 10”, afirmou Oliveira ao site de VEJA.

Leite era chamado de “Leitoso” pelo doleiro Alberto Youssef, e era o principal contato do doleiro com a construtora Camargo Corrêa nas negociatas. A relação entre eles foi revelada pelo advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, réu na Operação Lava Jato e laranja de Alberto Youssef, em depoimento à Justiça Federal em setembro. O advogado foi ouvido como testemunha em uma das ações contra Youssef e colocado em liberdade por ter se comprometido a colaborar com as investigações.

O depoimento confirmou as suspeitas da PF. Escutas revelaram trocas de mensagens entre Youssef, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e uma pessoa apelidas de “Leitoso”, que seria um executivo da Camargo Corrêa.

Publicidade