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Valdemar diz que todos os presidentes de partidos sugerem destinação de emendas: ‘Isso é fazer política’

Em entrevista exclusiva ao VEJA em Foco, presidente do PL afirmou que isso ocorreu 'a vida inteira'

Por Redação 10 jul 2026, 19h21 | Atualizado em 10 jul 2026, 20h14
Valdemar diz que todos os presidentes de partidos sugerem destinação de emendas: ‘Isso é fazer política’ Priorizar nos meus resultados Google

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira, 10, em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Laísa Dall’Agnol, que todos os presidentes de partidos sugerem a destinação de emendas parlamentares. Por ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), o cacique teve 119 milhões de reais bloqueados. O valor é referente a emendas que tiveram a destinação decidida por Valdemar.

O cacique negou a existência de uma “cota” de presidentes de partidos para destinação de emendas, mas afirmou que “é natural” os caciques fazerem sugestões. Segundo Valdemar, ele apenas “sugeriu” uma relação de emendas que poderiam atender a prefeitos que não teriam contato com deputados, e que, portanto, não teriam para quem pedir verba para tocar obras em suas cidades. “Isso é fazer política, não está errado, está certo”, afirmou.

Questionado pelo colunista de VEJA Robson Bonin sobre quando esse sistema passou a existir, Valdemar afirmou que isso acontece “a vida inteira, desde que existe emenda”. Valdemar também afirmou que deputados “cedem” parte de suas emendas para poder atender a esses pedidos.

 

A investigação

“Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Valdemar Costa Neto, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos”, escreveu Dino na decisão.

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Além das contas de Valdemar, o ministro também suspendeu a execução das emendas indicadas pelo presidente do PL.

A decisão foi tomada em uma investigação sobre a continuidade do chamado “orçamento secreto”. No ano passado, uma operação mirou Mariangela Fialek, assessora da Câmara que concentrava as indicações de verbas.

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Dados encontrados no celular de Mariângela, conhecida como Tuca, revelaram um “arranjo decisório paralelo”, que incluía a participação de Valdemar.

 

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