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Vai sobrar até para o velho Corsa na disputa entre Lula e Bolsonaro

Em segundo lugar nas pesquisas, presidente aposta na rejeição ao PT e quer vender a imagem de um Lula ultrapassado e parado no tempo

Por Daniel Pereira 21 mar 2022, 09h46

Em segundo lugar nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PL) tem uma estratégia dividida em duas frentes para a eleição de 2022. Uma delas é usar as ações do governo — como a implantação do Auxílio Brasil e a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS — para recuperar popularidade e turbinar suas intenções de voto. A outra é explorar a rejeição a Lula e a petistas notórios com o objetivo de insuflar o antipetismo, que também contribuiu para a vitória do ex-capitão em 2018.

Os ataques ao ex-presidente se dão de diversas formas. Filhos de Bolsonaro, o senador Flávio, o vereador Carlos e o deputado Eduardo costumam se referir a Lula como “ex-presidiário”, numa alusão aos 580 dias que o petista passou na carceragem da Polícia Federal, após ser condenado pela Lava-Jato. Já o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que foi da base do governo do PT, prefere falar mal de seus antigos aliados. Sua tese é a seguinte: se vencer a eleição, Lula trará com ele figuras como José Dirceu e Antonio Palocci, que também foram presos, além de Dilma Rousseff, que jogou o país na recessão. O ex-presidente rechaçou publicamente tal possibilidade.

Em entrevista às Páginas Amarelas de VEJA, Ciro Nogueira declarou que o Lula de hoje é pior do que o Lula que venceu pela primeira vez há 20 anos. A versão atual seria a do radical, e não mais a do moderado de outrora, que redigiu a Carta ao Povo Brasileiro. Como esse argumento “radical x moderado” nem sempre capta a atenção de fatias consideráveis do eleitorado, ele receberá um adendo. O plano é vender a ideia de que Lula está ultrapassado e despreparado para os desafios atuais. Diz Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil e dublê de marqueteiro: “Alguém hoje quer andar num Corsa 2002 ou usar um celular Nokia analógico? O mundo avançou”.

Até aqui, a memória de tempos idos, inclusive daqueles em que encher um tanque de Corsa não pesava tanto no bolso, tem prevalecido. De acordo com pesquisa da Quaest, Lula tem 44% das intenções de voto, contra 26% de Bolsonaro. A diferença é menor no levantamento do PoderData: 40% a 30%.

 

 

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