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Vaccarezza deixa liderança do governo na Câmara

Mais cotado para ocupar o posto é o deputado Paulo Teixeira, do PT-SP

Por Luciana Marques 13 mar 2012, 10h39

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi destituído na manhã desta terça-feira do posto de líder do governo na Câmara dos Deputados. O movimento foi antecipado pela coluna Radar on-line na segunda-feira e era esperado após a queda do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). “Isso já estava confirmado desde ontem”, minimizou Vaccarezza, ao site de VEJA pouco depois de ser dispensado. Leia também: Satisfeito com troca de liderança, PMDB poupará Mantega Vaccarezza foi recebido pela manhã, às 9 horas, pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília, e comunicado da decisão. A conversa levou mais de uma hora. O nome mais cotado para substituí-lo é o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Na segunda-feira, Romero Jucá foi substituído por Eduardo Braga (PMDB-AM). As articulações para a troca começaram na noite de quinta-feira, por ordem de Dilma e com consulta aos principais integrantes da bancada no Senado – em meio a uma crise na base aliada. Na sexta, Braga foi ao Planalto para uma conversa com a presidente. Ele estava entre os rebelados – agora pacificados – da base. A saída nada honrosa de Jucá está ligada também a uma queda de braço do ex-líder com a ministra da Secretaria das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Como prêmio de consolação, Jucá foi escolhido o relator da comissão de orçamento. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), acredita que a presidente Dilma esteja fazendo as mudanças para afagar o PMDB. “O desejo é fazer com que todas as alas do PMDB se sintam representadas e una grupos que são contra a liderança de Jucá e Renan”, afirmou. “Assim, Dilma consegue melhorar a governabilidade.” Costa acredita que a instabilidade entre os integrantes do PMDB pode prejudicar a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) à Presidência do Senado ano que vem. “Ele corre grande risco”, disse. O senador Luiz Henrique (SC) e o recém-nomeado líder do governo no Senado, Eduardo Braga, também têm demonstrado interesse em ocupar a vaga. Contra todos os indícios, o senador Renan Calheiros nega que concorrerá à vaga. “Na bancada temos grandes alternativas, o importante é que essa unidade se consolide para que possamos lançar candidato”, disse Renan. “Temos que trabalhar para harmonizar as correntes da bancada.” A divisão na bancada do PMDB do Senado atingiu níveis elevados no final do ano passado, quando um grupo de senadores editou um requerimento para comunicar a José Sarney a destituição de Renan Calheiros da liderança. O movimento só não prosperou, à época, porque Vital do Rêgo ainda seguia as ordens de Renan. Hoje o cenário mudou, depois que Vital do Rêgo rompeu com Renan por ter uma indicação para o Banco do Nordeste atropelada pelo líder.


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