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UTC fez seis repasses de propina – a mando de Gim Argello – disfarçados de doação eleitoral

Depois de o então senador Gim Argello (PTB-DF) exigir, em 2014, o pagamento de 5 milhões de reais para que o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, não fosse importunado pela CPI mista da Petrobras, a propina começou a encher os cofres do parlamentar. Duas supostamente eficientes precauções foram tomadas para evitar maiores suspeitas: o dinheiro seria devidamente camuflado como doação de campanha eleitoral e dividido em seis repasses. O primeiro pagamento, segundo os investigadores da Operação Lava Jato, ocorreu em 10 de julho e foi de dois milhões de reais – 1,5 milhão de reais de entrada e 500.000 reais referentes à primeira parcela da propina. Os pagamentos seguintes – todos de 600.000 reais – ocorreram em 30 de julho, 15 de agosto, 25 de agosto, 15 de setembro e 1º de outubro de 2014. Ao final, os valores acabaram partilhados entre legendas do bloco União e Força: 1,7 milhão de reais para o DEM, 1 milhão de reais para o PR e 1,150 milhão de reais tanto para o PMN quanto para o PRTB. (Laryssa Borges, de Brasília)