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Único vereador da oposição abandona a CPI dos Ônibus

Eliomar Coelho, do PSOL, é o criador da comissão, mas abriu mão da sua participação depois que a Justiça manteve os aliados de Paes no comando

Por Da Redação - 29 ago 2013, 15h26

Um dia depois de a Justiça manter a base aliada do prefeito Eduardo Paes à frente da CPI dos Ônibus, o único vereador da oposição decidiu abandonar a comissão. Eliomar Coelho, do PSOL, o criador da proposta, anunciou sua decisão no início da tarde desta quinta-feira, depois de uma reunião de duas horas com Renato Cinco (PSOL), Paulo Pinheiro (PSOL), Reimont (PT), Teresa Bergher (PSDB), Marcio Garcia (PR), Leonel Brizola Neto (PDT) e Jefferson Moura (PSOL), na Câmara.

Leia: Justiça mantém aliados de Paes no comando da CPI dos Ônibus

“Não vou servir para recheio de pizza. É questão de coerência”, disse Eliomar, ao site de VEJA, acrescentando que não considera legítima a atual composição da comissão, com Chiquinho Brazão (PMDB), professor Uoston (PMDB), Jorginho da S.O.S (PMDB), Renato Moura (PTC). “Eles não assinaram o pedido de CPI e já declararam que pouca coisa haveria para se apurar em relação aos ônibus da cidade do Rio. Não há a menor possibilidade de eu trabalhar de forma positiva para contribuir para um trabalho sério.”

O vereador do PSOL diz ainda que sua saída não significa que vai deixar de investigar o que chama de “caixa preta” dos ônibus do Rio. Além de recorrer da decisão da juíza Roseli Nalin, da 5ª Vara da Fazenda Pública, a oposição pretende levar adiante uma investigação paralela sobre os contratos feitos entre empresas de ônibus e a prefeitura. O que for encontrado será levado ao conhecimento do Ministério Público, garante Eliomar. “A caixa preta dos ônibus tem que ser aberta de uma forma ou de outra.”

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Sessões – Considerada legal a composição do grupo, a CPI – que estava suspensa – poderá retomar os trabalhos. A sessão desta quinta-feira já havia sido cancelada. Estavam previstos os depoimentos do procurador-geral do município e de um representante da Rio Ônibus. Para esta sexta, Brazão, na condição de presidente, convocou os integrantes para definir em uma reunião o novo calendário de audiências públicas.

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