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Uma semana depois da tragédia, Dilma decide sobrevoar Mariana

Governo estuda maneiras de delegar à Samarco os custos com a reconstrução das regiões atingidas

A presidente Dilma Rousseff vai sobrevoar nesta quinta-feira – uma semana depois do rompimento da barragem que destruiu o distrito de Bento Rodrigues e matou ao menos oito pessoas – a cidade mineira de Mariana. Dilma passará também por Colatina, no Espírito Santo, que deve ser atingida nos próximos dias pela lama vinda pelo Rio Doce.

Dilma tem sido cobrada a sobrevoar a região, palco da maior tragédia ambiental da história de Minas Gerais, desde o último final de semana. Ela viajará ao lado da ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira.

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Em entrevista nesta quarta-feira, Izabella confirmou que o governo analisa punições às empresas envolvidas – e prometeu uma resposta dura. “A responsabilidade ambiental é da empresa”, afirmou a ministra, acrescentando que os governos federal e estadual estão estudando a base legal para tomar as providências.

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, se reunirá com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, para tratar da situação em Mariana. O governo quer encontrar meios de responsabilizar a Samarco e a Vale pela reconstrução das cidades atingidas e pela manutenção do abastecimento de água em toda a região. A Samarco é uma joint venture da Vale com a mineradora anglo-australiana BHP Billiton.

Uma decisão da Justiça de Minas Gerais determinou que a empresa mantenha o abastecimento de Governador Valadares, uma das cidades banhadas pelo rio Doce, que foi contaminado pela lama da barragem destruída.

(Com agência Reuters)