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Uma ‘batalha antiga’ entre Lula e Flávio volta com força, e deve mexer com as pesquisas

Com avanço do senador entre evangélicos e sinais de desgaste do petista entre católicos, fé se consolida como campo decisivo da campanha

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 abr 2026, 17h00
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A religião deve ocupar papel central na eleição presidencial deste ano, em um movimento já visível nas estratégias de campanha e nas análises políticas. No programa Ponto de Vista, o editor de política José Benedito da Silva afirmou que a disputa por votos religiosos — especialmente entre católicos e evangélicos — tende a se intensificar em um cenário de polarização e margem apertada (este texto é um resumo do vídeo acima).

A religião será decisiva nesta eleição?

Tudo indica que sim. Para José Benedito, trata-se de uma “batalha antiga” que volta com força. “Essa questão da exploração religiosa do eleitorado vai acontecer mesmo”, afirmou, destacando que, em uma disputa acirrada, “qualquer voto é importante”.

Flávio Bolsonaro já está explorando esse campo desde o início da campanha. Segundo o editor, o senador tem dado sinais claros dessa estratégia ao frequentar templos evangélicos, fazer referências bíblicas e reforçar sua conexão com o eleitorado religioso. “Ele já foi a vários templos evangélicos e tem feito isso com alguma frequência”, disse.

Lula mostra indícios de desgaste entre católicos. José Benedito aponta que pesquisas recentes mostram uma leve perda de apoio do presidente nesse segmento, historicamente mais alinhado ao PT. Apesar disso, Lula ainda mantém vantagem significativa entre católicos em comparação aos evangélicos.

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Por que Lula enfrenta maior rejeição entre evangélicos?

Principalmente pela influência de lideranças religiosas. O editor destaca que boa parte dos líderes evangélicos está alinhada à direita e faz oposição ao governo. “Há uma resiliência muito flagrante dos evangélicos na reprovação, que passa de 60%”, afirmou, citando a atuação de figuras como Silas Malafaia.

O governo deveria reagir nessa “guerra religiosa”?

Para José Benedito, ao menos para evitar perdas. Ele avalia que, embora seja difícil reconquistar o eleitorado evangélico, o governo deveria atuar para preservar sua base entre católicos. “Pelo menos poderia não perder o voto católico”, disse.

O editor afirma que o governo evitou avançar em temas sensíveis ao eleitorado religioso. “O governo Lula não tocou nenhuma pauta que ferisse qualquer coisa relativa à religião”, afirmou.

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A resposta da resistência está mais na narrativa do que em medidas concretas. Mesmo sem políticas que confrontem diretamente valores religiosos, a percepção entre parte do eleitorado — influenciada por discursos políticos e lideranças — mantém a resistência ao governo.

O tema deve crescer ao longo da campanha?

José Benedito afirma que a religião será um dos eixos centrais da disputa. “Esse tema vai voltar à eleição e é fundamental”, disse.

Em uma eleição voto a voto, a capacidade de conquistar ou reter parcelas específicas do eleitorado religioso pode ser determinante para o resultado final.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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