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‘Uma baixou o nível e a outra não quer debate’, diz Aécio

Candidato do PSDB criticou a bateria de ataques da campanha de Dilma Rousseff contra Marina Silva na propaganda eleitoral na TV

Por Bruna Fasano 12 set 2014, 18h09

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou na tarde desta sexta-feira que suas duas principais adversárias na corrida pelo Planalto desqualificaram o debate político. “A candidata do PT baixou o nível do debate. E a outra candidata não quer o debate, ofende-se com a simples lembrança de que ela militou por mais de vinte anos no PT, o mesmo partido que ela acusa de fazer a velha política”, criticou. “Marina Silva ainda não apresentou os caminhos que ela diz que nos levarão ao nirvana.”

Aécio repudiou ainda os ataques que o PT vem fazendo contra Marina. “Sou absolutamente contra o ataque pessoal. Na verdade, o que nós temos feito é a discussão política. Isso é essencial em uma eleição dessa importância”, disse. “Solidarizo-me com a candidata Marina em relação a essas críticas pessoais que tem sido feitas a ela, com comparação com outros ex-presidentes que não terminaram seu mandato. Não vejo qualquer relação na história de Marina e desses presidentes. Esses ataques sobre quem financia a candidata do PSB”, disse o tucano, lembrando a artilharia direcionada a Maria Alice Setúbal, a Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú e uma das coordenadoras da campanha de Marina.

Leia também: Marina compara campanha de Dilma à tática de Collor

Ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição, Aécio conheceu o Detecta, que íntegra câmeras de segurança e bancos de dados. Prometeu, caso eleito, expandir o projeto para as grandes e médias cidades do país.

O tucano ainda brincou com e a declaração do ex-presidente Lula, que o chamou de “companheiro e amigo de longa data” em um comício em Manaus. Aécio afirmou que o petista era um “bom reserva da lateral-esquerda” do time em que ambos jogavam quando eram deputados em Brasília. “Eu colocava ele para jogar quase sempre. Depois, quando presidente da República, tivemos uma relação correta, republicana. Eu não trato os meus adversários como inimigos e fico feliz que o presidente Lula, diferentemente do que disse em outras ocasiões, vai nessa mesma direção”, afirmou.

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