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TSE nega por unanimidade registro de candidatura de Pablo Marçal

Coach e empresário, com duas condenações à inelegibilidade nas costas, tentou entrar de última hora na disputa ao Planalto

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 set 2026, 19h24 | Atualizado em 11 set 2026, 20h40
TSE nega por unanimidade registro de candidatura de Pablo Marçal Priorize VEJA no Google

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, por unanimidade, o registro de candidatura a presidente do coach e empresário Pablo Marçal nesta sexta-feira, 11. De última hora, ele se lançou como presidenciável pelo PRTB, depois de conseguir uma liminar na primeira instância da Justiça Eleitoral de São Paulo para regressar à sigla. Ele estava filiado ao União Brasil e tem duas condenações à inelegibilidade nas costas. Uma delas foi recentemente revertida no TRE-SP, mas todas estão ainda com possibilidade de recurso.

Todos os ministros da Corte Eleitoral acompanharam o voto da relatora do caso, Estela Aranha. O teor dos votos ainda não foi disponibilizado, mas o julgamento já foi concluído no plenário virtual do TSE. Ainda é possível Marçal apresentar alguns recursos tanto à Justiça Eleitoral quanto ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a chance de conseguir reverter completamente o veredicto desta sexta é pequena.

No dia 20 de agosto, depois do fim do prazo dos registros de candidatura, o TSE já havia proibido Marçal de praticar quaisquer atos de campanha — ir a debates, sabatinas, pedir votos, fazer passeatas e acessar os recursos do fundo eleitoral — até o fim do julgamento do processo de registro de candidatura. Por isso, o coach já estava sem agendas públicas e não foi considerado na maioria das pesquisas de intenção de voto feitas nas últimas semanas.

Marçal tentou ser candidato a presidente em 2022, mas teve problemas com a Justiça e com o seu próprio partido, naufragando nessa empreitada. Em 2024, ele se candidatou à prefeitura de São Paulo e quase conseguiu chegar ao segundo turno, chegando próximo de Guilherme Boulos, na época segundo colocado. A campanha dele foi marcada por turbulências e conflitos com os adversários, rendendo um arcabouço de vários processos judiciais, inclusive os que terminaram o condenando à inelegibilidade.

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Outro lado

Tassio Renam, advogado de Marçal, enviou a seguinte nota à reportagem:

Vejo essa decisão como uma injustiça. Houve uma decisão judicial determinando a filiação retroativa de Pablo Marçal ao PRTB, em um contexto que ainda foi atravessado pela suspensão do sistema Filia após os problemas envolvendo o Partido Missão e a filiação indevida de Flávio Bolsonaro. É uma situação que, na minha avaliação, precisa ser considerada em toda a sua complexidade antes de se impedir uma candidatura à Presidência da República. Infelizmente, fica mais uma vez a sensação de que quem decide enfrentar o sistema e se colocar à disposição do país encontra obstáculos pelo caminho.

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