TRE do Rio barra mais dois candidatos por suspeita de ligação com facções
O deputado Renato Machado e Diego Alba tiverem os registros indeferidos; o primeiro caso julgado foi o de Val Ceasa
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) indeferiu, por unanimidade, mais dois registros de candidatura de nomes incluídos em investigações sobre facções. Nesta terça-feira, 8, foram barrados o deputado estadual Renato Machado, da Federação Brasil da Esperança (PT/PcdoB/PV), e Diego José Alba Taboada, da Federação PSDB Cidadania. Os dois tentam disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A Corte considerou que há indícios robustos de vínculo dos candidatos com organizações criminosas.
As decisões foram baseadas no artigo 17 da Constituição Federal, que estabelece, entre os princípios aplicáveis aos partidos políticos, a proibição de utilização de organização paramilitar. Desde a semana passada, foram três registros indeferidos pelo TRE do Rio; o primeiro caso analisado foi o do deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, o Val Ceasa (PRD).
Ligação com TCP e homicídios
Renato Machado foi barrado na corrida para se reeleger a deputado após elementos reunidos nos autos apontarem para suposto vínculo com a facção Terceiro Comando Puro (TCP) em diferentes frentes. Ele faria parte de uma estrutura envolvida em homicídios e e que também funcionaria como braço financeiro do crime por meio de empresas abertas para movimentação de grandes quantias de dinheiro. Outro braço citado é o político, pela atuação de Machado dentro da Prefeitura de Maricá.
Em relação a Diego Alba, o colegiado considerou sua condenação, no ano de 2009, em ação penal pelo crime de quadrilha armada, especializada nas chamadas “saidinhas de banco”. A Corte também destacou os indícios de sistemática coação de testemunhas e de cooptação eleitoral por meio de projetos assistenciais em áreas dominadas pelo Comando Vermelho.
Nos três casos de indeferimento, cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).







