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Transparência Internacional: caso Master revela nível preocupante de infiltração do crime

Escândalo financeiro evidenciou também uma alarmante vulnerabilidade das instituições brasileiras

Por Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jun 2026, 21h24
Transparência Internacional: caso Master revela nível preocupante de infiltração do crime Priorizar nos meus resultados Google

O gerente da Transparência Internacional, Guilherme France, afirmou que o escândalo do Banco Master evidencia que o Brasil passa por um nível preocupante de infiltração da corrupção e do crime organizado nas mais altas esferas de poder.

Para ele, o caso também acabou demonstrando a vulnerabilidade das instituições brasileiras, frequentemente capturadas por interesses privados. “Isso gera prejuízos para a sociedade brasileira ou até mesmo para grupos específicos, como os aposentados e pensionistas de fundos de pensão prejudicados por esse esquema financeiro”, disse France.

O gerente da entidade, que é conhecida por divulgar todos os anos um ranking sobre o índice de percepção da corrupção no mundo, disse que o escândalo financeiro reforça a necessidade de reformas profundas no processo político e democrático do Brasil.

“Num cenário em que a população não vê essas reformas acontecerem, a percepção da sociedade pode ser de uma crescente impunidade que se perpetua e permite que essas coisas se repitam no cenário brasileiro”, complementou.

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O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) é um dos principais indicadores globais sobre corrupção no setor público. Aos países, são atribuídas notas que vão de 0 a 100, em que 0 representa uma pior sensação de corrupção, e 100 uma melhor percepção de integridade pública.

No ranking mais recente, divulgado no ano passado e que conta com 182 países avaliados, o Brasil aparece em 107º lugar, com 35 pontos. O resultado mantém o país em um patamar que mostra uma trajetória marcada por fragilidade institucional e baixa efetividade dos mecanismos de integridade, além de dificuldade persistente de controle da corrupção no setor público.

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As piores pontuações do país foram registradas em 2024 (34 pontos), 2018 e 2019 (35 pontos), e em 2023 (36 pontos). Desde 2015, o Brasil encontra-se estagnado abaixo da média global.

France disse que ainda não é possível mensurar o efeito que o escândalo do Banco Master pode causar no posicionamento do Brasil no ranking do Transparência Internacional, já que se trata de uma avaliação complexa. O gerente da entidade, porém, enumerou o que pode ajudar a mudar a percepção sobre o Brasil quando o assunto é corrupção.

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“O fortalecimento das instituições, o aprimoramento dos mecanismos de combate aos conflitos de interesse, a melhoria na transparência de processos decisórios, garantia de melhores regras para atuação de escritórios de advocacia e a adoção de ferramentas mais eficientes para fiscalizar instituições financeiras e fundos de pensão são exemplos de medidas que poderiam promover instituições mais fortes e resilientes a essas tentativas de infiltração da corrupção e do crime organizado”, finalizou.

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