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Toffoli e Benedito devem explicações à nação, cobra oposição

PF descobriu que ex-presidente da OAS Léo Pinheiro trocava mensagens com ministro do STJ e falava em presente de aniversário para Dias Toffoli, do STF

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
1 Maio 2015, 18h43

Parlamentares de oposição cobraram nesta sexta-feira esclarecimentos dos ministros José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sobre a relação mantida com o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que passou quase seis meses preso por envolvimento no escândalo do petrolão.

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Como mostra reportagem de VEJA desta semana, Gonçalves e o empreiteiro foram flagrados pela Polícia Federal trocando uma série de mensagens telefônicas. Em uma delas, um dia após a reeleição de Dilma Rousseff, o ministro Benedito escreve a Léo Pinheiro: “Meu amigo parabéns o ano 2015 começou ontem. Agora preciso da sua ajuda valiosa para meu projeto’. Para os investigadores, o projeto a que ele se refere é a nomeação para o STF. Pinheiro responde: ‘Todo empenho e dedicação ao tema”. O ministro do STJ era cotado para assumir a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal e direcionou o pedido a um conhecido amigo íntimo do ex-presidente. Lula fez campanha por Gonçalves.

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“Tanto Toffoli quanto Benedito devem explicações à nação. Eles têm de explicar ao país essa relação, que coloca em suspeição os julgamentos nas cortes”, avalia o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR). “As instituições passam a ser suspeitas por causa dessas figuras. Essa relação incestuosa entre os poderes da República se acentuou claramente com Lula e o PT no governo. Eles nomeiam amigos para interferir na própria vida e na independência dos poderes”, acrescentou Bueno.

Na avaliação do líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), ministros não podem confundir as relações mantidas com empresários e o meio político. “Essas relações devem e têm de ser evitadas para impedir que haja algum tipo de suspeição e a quebra de princípios elementares, que é o da independência entre os poderes e o da isenção nos julgamentos. Em benefício do próprio ministro e em proteção ao sistema Judiciário, essas relações têm de ser transparentes”, disse. Para o deputado pernambucano, está “claro o propósito do PT de aumentar e ampliar suas forças no STF” para tentar “impedir a punição dos culpados no petrolão”.

Ainda sobre a relação entre o empreiteiro e os juízes, o deputado pelo PSDB mineiro Marcus Pestana afirmou que “o melhor detergente para a corrupção é a luz do dia”. “Em uma democracia, a transparência tem de ser total. Não é possível as pessoas confundirem espaços públicos, privados e partidários”, disse. “Ainda bem que o nosso sistema judiciário, composto pela Polícia Federal, o Ministério Público e o poder Judiciário, estão ativos e preservando o interesse público. Que essas relações incestuosas e não-republicanas entre agentes políticos de interesses privados sejam extirpadas da história das instituições brasileiras”, afirmou Pestana.

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