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‘The Economist’ questiona habilidade do Brasil em investir no pré-sal

Uma pergunta que muitos brasileiros podem estar se fazendo desde que se começou a falar sobre pré-sal ganhou o mundo: “Essa riqueza será investida ou desperdiçada?”. É dessa maneira que a revista The Economist inicia reportagem publicada nesta quinta-feira sobre a capacidade de investimento do Brasil em petróleo.

Definindo o pré-sal como um “bilhete milionário”, a reportagem afirma que a exploração das reservas “será um teste moral crucial para o Brasil”, descrito como um país que tradicionalmente não pensa no futuro, “investe pouco e poupa ainda menos”.

“Dependendo de como for utilizada, essa nova riqueza pode ajudar o país a superar a pobreza e o subdesenvolvimento, ou exagerar seu ímpeto gastador”, diz a revista, salientando que a preocupação do país ao criar um fundo para receber recursos do pré-sal é gastar o dinheiro agora, em vez de pensar em poupar ou investir.

A reportagem fala sobre o lançamento do novo marco regulatório para a exploração do petróleo nesta semana e os projetos enviados ao Congresso pelo governo. E, mesmo que o pedido de urgência seja acatado – o que ainda não ficou decidido -, a revista aposta que a aprovação não deve sair antes de dezembro, devido a impasses como a questão dos royalties.

Por fim, The Economist ressalta que “esses são bons problemas para se ter”, e que o Brasil está mais preparado para lidar com eles do que muitos outros países. Mas finaliza: “Apesar disso, como disse Lula, o que parece um bilhete premiado pode facilmente se tornar uma maldição. Qualquer um que tenha acompanhado os escândalos recentes de corrupção no Congresso do Brasil saberá que um desastre como esse está bem dentro das atribuições dos parlamentares do país”.