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Texto aprovado pela Câmara é ‘intimidação’, diz Dallagnol

Na madrugada desta quarta-feira, deputados aprovaram a medida que pune juízes por abuso de autoridade

Por Da redação - 30 nov 2016, 09h12

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, criticou a inclusão, no pacote anticorrupção, da possibilidade de que juízes e integrantes do Ministério Público respondam por crime de responsabilidade. A medida foi aprovada na Câmara dos Deputados por 313 contra 132 na madrugada desta quarta-feira.

“Está sendo aprovada a lei da intimidação contra promotores, juízes e grandes investigações”, escreveu Dallagnol no Twitter.

O texto aprovado, no entanto, é mais brando do que a ideia inicial articulada pelos deputados, que queriam que integrantes do Poder Judiciário respondessem por crime de responsabilidade, o que poderia levar até mesmo à perda do cargo. Pela emenda aprovada na Câmara, os membros do Ministério Público podem responder pelo crime de abuso de autoridade se, entre outros motivos, promoverem a “instauração de procedimento sem que existam indícios mínimos de prática de algum delito”.

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Além da “sanção penal”, o procurador ou promotor poderia estar “sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado”. Já os magistrados podem ser enquadrados em pelo menos oito situações, entre elas, se “expressar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento”. A pena prevista é de seis meses a dois anos de prisão e multa.

(Com Estadão Conteúdo)

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