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Tesoureiro de Dilma: Pagot agiu por conta própria

Em depoimento à CPI, ex-diretor do Dnit disse ter arrecadado, a pedido da campanha da presidente, R$ 6 milhões com empreiteiras

Por Laryssa Borges 29 ago 2012, 12h44

Confrontado com a revelação de que Luiz Pagot arrecadou dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência, o deputado federal e então tesoureiro da campanha petista, José de Filippi (PT-SP), iniciou uma estratégia para negar a informação. O ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) afirmou na terça-feira à CPI do Cachoeira que foi o PT que o procurou para ajudar na tarefa. Filippi agora age para desmontar a tese.

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O deputado buscou eximir os petistas de culpa. Se a versão de Pagot é verdadeira, o diretor do Dnit cometeu os crimes de tráfico de influência e peculato ao se utilizar de seu cargo público para pedir a empreiteiras dinheiro para a campanha de Dilma. “O senhor Pagot se dispôs a ajudar na arrecadação de campanha. Ele se apresentou ao comitê de campanha da então candidata Dilma Rousseff, no Brasília Imperial Hotel, onde eu o conheci”, disse o tesoureiro petista em nota.

Em depoimento nesta terça-feira à CPI do Cachoeira, Luiz Antonio Pagot disse ter arrecadado com empreiteiras de 5,5 milhões de reais a 6 milhões de reais para a campanha de Dilma. Ele informou ter pedido recursos a pelo menos doze empreiteiras para abastecer a campanha.

Conforme o depoente, encaminharam recursos em favor de Dilma as construtoras Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Melo, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia e STE Engenharia. A interlocução com as grandes empreiteiras ficou, segundo ele, a cargo da tesouraria do PT. “Reconheço que não foi ético da minha parte. Posteriormente fiquei bastante constrangido com isso”, disse Pagot na terça-feira.

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