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Temer se esquiva de comentar processo contra Cunha

Presidente interino afirmou que caso do peemedebista é "matéria do Judiciário e do Legislativo"

Por Felipe Frazão 14 jun 2016, 17h19

O presidente da República interino, Michel Temer (PMDB), desconversou nesta terça-feira quando questionado sobre a ação por improbidade administrativa que mira o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aliado de Temer e afastado do mandato e da presidência da Câmara. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar vota nesta terça-feira relatório que pede a cassação de Cunha, acusado de mentir sobre a posse de contas bancárias não declaradas no exterior na CPI da Petrobras.

O Ministério Público quer suspender os direitos políticos do parlamentar por dez anos e cobra o pagamento de 10 milhões de dólares, cerca de 25 milhões de reais. Cunha já é réu no Supremo Tribunal Federal em ação penal acusado de ser beneficiário de propinas do esquema do petrolão.

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“Eu vou pedir licença para dizer que esta é uma matéria do Judiciário e do Legislativo”, disse, depois de visitar as instalações dos Jogos Olímpicos Rio-2016 na Zona Oeste da capital fluminense. “Precisa acabar com essa história de o Executivo se meter nas coisas do Judiciário ou se meter nas coisas do Legislativo”, afirmou, numa crítica indireta à presidente afastada Dilma Rousseff, acusada de tentar interferir na Operação Lava Jato, conforme delatores do petrolão.

Desde que assumiu o cargo, Temer se viu forçado a declarar publicamente reiteradas vezes que “não vai barrar a Lava Jato” e foi levado a demitir dois ministros flagrados em conversas sobre estratégias de defesa e críticas à operação: Romero Jucá (ex-Planejamento) e Fabiano Silveira (ex-Transparência) foram gravados pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Olimpíadas – Temer também prometeu liberar recursos de última hora para a conclusão de obras fundamentais para os Jogos Olímpicos, como a Linha 4 do Metrô até a Barra da Tijuca, mas disse ainda não saber quanto será necessário e que parcela caberá à União. Ele afirmou também que não se importaria se a presidente Dilma Rousseff participasse da cerimônia de abertura da Rio-2016. “Para mim tanto faz. Eu não tenho nenhuma objeção. Isto é da organização das Olimpíadas.”

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