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Temer diz que vai enquadrar rebeldes do PMDB pós-urnas

Vice-presidente afirmou que a centralização do partido é necessária para que o PMDB possa lançar um candidato à Presidência em 2018

Por Jean-Philip Struck, de Curitiba 17 out 2014, 19h00

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse nesta sexta-feira em Curitiba que pretende enquadrar as alas dissidentes do PMDB depois das eleições. Sem citar nomes nem especificar a corrente divergente que pode apoiar o candidato Aécio Neves (PSDB), Temer disse ainda que a centralização é necessária para que o PMDB possa até mesmo considerar lançar um candidato à Presidência em 2018.

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“O que tem acontecido no PMDB é essa tolerância com movimentos de divergência. Logo depois das eleições, vamos reunir o partido e buscar uma unidade absoluta. Nós vamos definir uma conduta mais centralizadora, mais unificadora para evitar essas divergências. Você não pode ter um partido com trinta correntes”, disse Temer, presidente licenciado da legenda. “Se houver pessoas que não acompanham o partido, elas não têm por que ficar. Têm que ir para o partido do candidato que elas estão apoiando”, disse Temer, na sede do diretório estadual do PMDB paranaense.

Na segunda-feira, as divisões no PMDB ficaram mais aparentes depois de o deputado e líder da sigla na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), sinalizar que ele e outros deputados podem apoiar Aécio caso ele ganhe as eleições. Cunha também afirmou que Temer não deve ter condições de continuar a chefiar a sigla caso Dilma perca. O deputado também disse que pelo menos metade da bancada do PMDB na Câmara simpatiza com Aécio. Temer negou que essa última informação seja verdadeira e disse que a maioria está com a presidente Dilma Rousseff (PT).

O vice não especificou se pretende forçar a expulsão dos dissidentes, mas disse que os filiados que não estiverem satisfeitos vão poder sair sem sofrer punição do partido. “É melhor ter um partido enxuto que um partido diversificado”, afirmou.

Temer disse ainda que tais medidas vão permitir que o PMDB possa arriscar lançar um candidato à Presidência em 2018. “Para lançar candidatura em 2018, o PMDB não pode fazer o que fez com Ulysses Guimarães ou com Orestes Quércia. Isso aconteceu porque o partido não era unificado. Para lançar candidato em 2018, o PMDB precisa estar unificado. E é isso que nós vamos fazer.

O vice pediu esforços do PMDB para que em 2016 o partido consiga eleger o maior número de prefeitos e também um grande número de governadores em 2018. “Eu preciso que vocês nos reelejam agora, porque, estando na vice-presidência, serei uma porta”, disse. Temer também pediu para que a militância saia para pedir votos. “Vá ao restaurante, ao bar, bate um papo, fala bem da Dilma, fala bem de mim”, disse.

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