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Telefone de novo juiz do caso Cachoeira aparece em grampos da Operação Monte Carlo

Leão Aparecido Alves confirmou o episódio a outros juízes, mas disse que o aparelho usado para fazer a ligação estava cedido para sua mulher

Por Laryssa Borges - 19 jun 2012, 13h46

Os grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, captaram uma conversa feita do aparelho telefônico do juiz federal Leão Aparecido Alves para integrantes da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. O próprio magistrado, indicado para assumir as investigações da Monte Carlo, confirmou o episódio a outros juízes, mas disse que o telefone estava cedido para sua mulher.

“Houve na interceptação um telefonema de um aparelho telefônico dele para alguém ligado à quadrilha de Cachoeira”, relatou a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. “Se há algum envolvimento, se a interceptação indica que uma pessoa tão íntima, como a esposa, tem ligação com alguém, é óbvio que não é possível a continuação dele à frente das investigações”.

Alves será ouvido por Eliana Calmon, mas a tendência é que ele não seja mantido à frente das investigações que envolvem o esquema de Cachoeira. Alves admite se declarar impedido de atuar no caso por ser amigo da família de José Olímpio Queiroga Neto, um dos principais auxiliares do bicheiro no esquema criminoso.

Alves foi indicado para suceder o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que pediu afastamento do processo sobre a Operação Monte Carlo depois de receber “ameaças veladas“. O caso será apurado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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