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Tarcísio rebate acusações de Haddad: ‘Muito me admira vindo do cara que quebrou o Brasil’

Governador contesta diagnóstico do adversário sobre as contas de SP e afirma que Estado terminará o mandato com superávit e investimentos recordes

Por Laila Nery, Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 ago 2026, 15h11 | Atualizado em 27 ago 2026, 11h56
Tarcísio rebate acusações de Haddad: ‘Muito me admira vindo do cara que quebrou o Brasil’ Priorizar nos meus resultados Google

Um dia depois de Fernando Haddad (PT) afirmar, em sabatina à VEJA, que precisará fazer um “pente-fino” nos contratos e nas contas de São Paulo caso seja eleito governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) reagiu às críticas e classificou como “absolutamente falso” o diagnóstico de que deixará um Estado sem caixa para seu sucessor. Em entrevista a VEJA nesta quarta-feira, 26, o governador e candidato à reeleição afirmou que as contas paulistas estão em situação saudável e aproveitou para atacar o adversário: “Muito me admira a pessoa que quebrou o Brasil falar de fiscal”. Tarcísio foi sabatinado pela apresentadora Marcela Rahal e pelos editores de VEJA José Benedito da Silva e Robson Bonin, da coluna Radar.

Haddad, que também foi ministro da Fazenda do governo Lula, disse na véspera que não teria condições de começar uma eventual administração sem revisar contratos e despesas. Segundo ele, a medida seria necessária para abrir espaço no orçamento e recuperar a capacidade de investimento do Estado. O petista citou, entre outros pontos, a situação fiscal de São Paulo, as concessões e privatizações e a prestação de serviços públicos.

Tarcísio contestou a avaliação recorrendo principalmente aos números do resultado primário. Segundo o governador, São Paulo registrou superávit de R$ 5,5 bilhões em 2023, R$ 12,9 bilhões em 2024 e R$ 8,5 bilhões em 2025. Somados, os resultados chegam a cerca de R$ 27 bilhões. Ele contrapôs esse desempenho ao resultado do governo federal, que, segundo seus cálculos, acumulou R$ 335 bilhões de déficit no mesmo período.

O governador também afirmou que a disponibilidade de caixa livre do Estado permaneceu praticamente estável durante sua gestão, apesar do aumento dos investimentos. De acordo com os números apresentados por Tarcísio, São Paulo tinha R$ 23 bilhões em caixa livre em 2022 e chegou a 2025 com R$ 22 bilhões. “A gente está fazendo R$ 110 bilhões de investimento tesouro nesses quatro anos”, afirmou.

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Na entrevista, Tarcísio sustentou ainda que outros indicadores fiscais melhoraram durante sua administração. Citou a redução das despesas com pessoal e do endividamento e afirmou que o Estado ampliou sua capacidade de investimento sem comprometer a liquidez. “Por A mais B, por onde você olhar, a gente vai ver que o Estado de São Paulo é um Estado sadio do ponto de vista fiscal, diferente do que aconteceu na União”, disse.

Criticas à economia nacional

O governador afirmou que sua gestão realizou uma série de reformas para aumentar a capacidade de investimento e enfrentar um eventual período de recessão no próximo governo federal. Entre as medidas citadas estão a reforma administrativa, a revisão de despesas, a extinção de entidades estatais, a gestão da dívida ativa e a renegociação da dívida com a União.

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Tarcísio também mencionou o aumento do custo do crédito, as dificuldades de empresas para rolar dívidas e o avanço do endividamento dos brasileiros como sinais de alerta. “A gente está extremamente preocupado vendo um aperto de crédito, vendo o Brasil caminhando com uma possível recessão”, afirmou. Para ele, a situação fiscal nacional determinará o ritmo dos projetos que São Paulo poderá colocar em andamento nos próximos anos.

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