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Talíria Petrone perde escolta por entrar em favelas e recorre a Hugo Motta

Deputada do PSOL diz precisar de segurança por ser alvo de ameaças; Polícia Legislativa afirma que ela entrou em áreas de "altíssimo risco"

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jul 2026, 18h31 | Atualizado em 1 jul 2026, 20h09
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A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), que já denunciou ser alvo de ameças frequentes, perdeu a escolta armada da Câmara sob a justificativa de ter participado, entre maio e junho, de agendas públicas em comunidades dominadas por tráfico ou milícia. VEJA teve acesso ao Documento do Departamento de Polícia Legislativa que trata do assunto: ele lista quatro entradas da parlamentar no Complexo da Maré e uma em Paciência, em área controlada por milicianos. Na noite de terça-feira, 30, ela recorreu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), enviando mensagen com apelo pela retomada da segurança.

Em nota, o gabinete de Talíria afirma que as visitas às comunidades citadas faziam parte de compromissos oficiais, incluindo uma audiência pública aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano e eventos do governo federal e da Fiocruz. “Agora eu não posso ir à favela encontrar lideranças comunitárias ou participar de uma audiência pública aprovada pela Câmara?”, questiona a parlamentar, que diz seguir sob ameaça de morte de milícias, com investigações em andamento. A deputada afirma ainda ter registrado boletins de ocorrência e que sua situação foi reconhecida pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos.

Hugo Motta, há menos de um ano, anunciou a retirada da escolta da parlamentar, mas depois recuou da medida. De acordo com o documento do Departamento de Polícia Legislativa, Talíria teria desrespeitado as diretrizes de segurança, com “reiterado ingresso da autoridade em áreas de altíssimo risco, nas quais a escolta restou impossibilitada de prover proteção aproximada”. O texto deixa claro que a equipe não acompanhou Talíria dentro das comunidades, permanecendo em outros locais, como na Avenida Brasil e no Centro do Rio, enquanto ela participava das agendas.

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