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Tablet e computadores de Pizzolato serão periciados

Policia brasileira suspeita que haja informações sobre movimentação financeira nos equipamentos; Interpol italiana fornecerá o material

Por Da Redação 11 fev 2014, 10h50

Oficiais da polícia da Itália acreditam que equipamentos eletrônicos apreendidos na ocasião da prisão do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, em Maranello, na Itália, na semana passada, podem conter informações inéditas e importantes a respeito do mensalão. A revelação foi feita por uma fonte da Interpol italiana envolvida na investigação, segundo informa o jornal O Estado de S.Paulo nesta terça-feira.

No momento da prisão foram apreendidos dois computadores e um tablet. As autoridades brasileiras pedirão à Itália que envie o material ao Brasil. Nos próximos dias, segundo a polícia italiana, dois procuradores da República deverão chegar à Itália para formalizar o pedido. O objetivo é que os equipamentos eletrônicos passem por perícia no Brasil.

“Temos provas sólidas sobre a falsificação de documentos, mas suspeitamos de que haja informações sobre dinheiro e bens de Pizzolato na Europa, dentro do caso pelo qual ele foi acusado no Brasil”, disse um policial. Segundo ele, o governo e a polícia italiana não conseguem examinar todas as informações por não compreenderem os meandros do processo do mensalão.

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Na segunda-feira, o diretor da Divisão de Cooperação Internacional da polícia italiana, Francesco Fallica, recebeu por mais de três horas o adido da Polícia Federal do Brasil em Roma, Disney Rosseti. Este pediu acesso a computador e tablet apreendidos com Pizzolato. A defesa do brasileiro deve apresentar até quarta-feira, ao Tribunal de Bolonha, recurso para pedir que possa acompanhar em liberdade o seu processo.

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