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Suspense de Michelle Bolsonaro amplia crise no PL em um momento de definição

Em meio ao racha com Flávio Bolsonaro, ex-primeira-dama mantém dúvidas sobre disputa, enquanto aliados tentam convencê-la a permanecer no jogo

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jul 2026, 12h55 | Atualizado em 6 jul 2026, 12h56
Suspense de Michelle Bolsonaro amplia crise no PL em um momento de definição Priorizar nos meus resultados Google

A menos de um mês do início das convenções partidárias, a candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal permanece cercada de incertezas. Depois da crise pública com o senador Flávio Bolsonaro, Michelle passou a cogitar desistir da disputa, obrigando dirigentes do PL e aliados próximos a iniciar uma ofensiva para convencê-la a permanecer no processo eleitoral. O tema foi discutido no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, com participação da editora Laryssa Borges e do cientista político Marco Teixeira (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo Laryssa, julho será decisivo para o futuro político da ex-primeira-dama. As convenções partidárias começam no dia 20 e o partido precisa definir rapidamente sua estratégia para o Distrito Federal, onde Michelle aparece como uma das principais apostas da legenda.

Por que Michelle ainda não decidiu disputar o Senado?

A sucessão de conflitos recentes tornou o ambiente político extremamente instável para a ex-primeira-dama. Laryssa lembrou que Michelle protagonizou uma série de episódios que aumentaram a tensão dentro do bolsonarismo: publicou vídeos acusando Flávio Bolsonaro de desrespeitá-la, compartilhou um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho com críticas indiretas a integrantes do meio político e ainda elogiou uma política pública voltada à comunidade surda implementada pelo governo Lula. “No bolsonarismo, isso é um pecado mortal. Você não pode reconhecer no adversário nada de positivo”, afirmou.

Segundo a jornalista, Michelle passou a “pisar em ovos” depois da repercussão desses episódios.

Quem tenta convencer Michelle a permanecer na disputa?

Após a crise, Michelle comunicou à cúpula do PL, incluindo o presidente Valdemar Costa Neto, que cogitava abrir mão da candidatura ao Senado. A partir daí, segundo Laryssa, duas aliadas próximas passaram a atuar para reverter esse cenário: a senadora Damares Alves e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. “As bombeiras entraram em campo”, resumiu.

De acordo com a editora de VEJA, ambas conseguiram convencer Michelle, ao menos temporariamente, a manter sua pré-candidatura. Ainda assim, ela ressalvou que a situação permanece indefinida. “Esse é um ‘por enquanto’, porque está tudo muito à flor da pele.”

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Por que o PL considera Michelle estratégica?

Laryssa destacou que Michelle é hoje uma das principais puxadoras de votos do partido. Além da liderança nas pesquisas para o Senado no Distrito Federal, ela exerce influência nacional sobre o eleitorado feminino conservador, segmento considerado estratégico para o PL.

Segundo a jornalista, Valdemar, Jair Bolsonaro, Damares e Celina deverão atuar até o prazo final de registro das candidaturas para convencê-la definitivamente. “Uma coisa é certa: ela não vai mover uma palha para ajudar a candidatura do Flávio Bolsonaro.”

Como a crise afeta a campanha presidencial?

Para Marco Teixeira, os efeitos já começaram a aparecer. “Já está atrapalhando, porque embaralha a agenda.”

Segundo o cientista político, Flávio perdeu tempo administrando a crise familiar justamente quando deveria concentrar esforços na construção da campanha presidencial. Além disso, ele ressaltou que Michelle acumulou um patrimônio político próprio à frente do PL Mulher. “Goste o Flávio ou não, ela fez um trabalho no PL Mulher que o partido até então não tinha.”

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Na avaliação dele, a influência da ex-primeira-dama vai muito além da disputa pelo Senado.

Qual o impacto sobre o eleitorado feminino?

Marco Teixeira afirmou que Michelle representa hoje o principal ativo eleitoral do bolsonarismo junto às mulheres. Para ele, o desgaste da relação entre ela e Flávio compromete diretamente a estratégia do partido para reduzir a resistência feminina ao senador.

O cientista político observou ainda que Michelle possui capacidade não apenas de vencer a eleição ao Senado, mas também de impulsionar outras candidaturas proporcionais e majoritárias. “A Michelle é uma liderança nacional, e não apenas a eleição de Brasília pode ser impactada, mas a eleição nacional também.”

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O silêncio de Flávio agravou a crise?

Outro ponto destacado por Marco Teixeira foi a demora de Flávio Bolsonaro em responder às declarações do influenciador Paulo Figueiredo, criticadas por integrantes do próprio campo conservador. Segundo ele, essa postura contribuiu para ampliar o desconforto de Michelle.

“Incomodou muito a Michelle o silêncio do Flávio Bolsonaro. Ele demorou muito a reagir à fala do Figueiredo, deixando a impressão de que era uma ação articulada.”

Para os participantes do programa, a resolução desse conflito tornou-se urgente não apenas para preservar a candidatura de Michelle ao Senado, mas também para evitar novos desgastes na campanha presidencial do PL. Enquanto o partido trabalha para reconstruir a unidade interna, permanece a avaliação de que a ex-primeira-dama dificilmente participará ativamente da campanha de Flávio Bolsonaro, mesmo que confirme sua candidatura nas convenções de julho.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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