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Suplente assume vaga na Câmara uma semana após sair da cadeia

Osmar Bertoldi (DEM-PR) foi preso em fevereiro, acusado de violentar a ex-noiva e depois descumprir decisão judicial de permanecer afastado dela.

Cinco dias após sair da cadeia, o suplente de deputado federal Osmar Bertoldi (DEM-PR) assumiu na terça-feira a vaga deixada pelo ministro da Saúde Ricardo Barros (PP) na Câmara. Bertoldi foi preso em fevereiro deste ano após ser acusado de violentar a ex-noiva e depois descumprir decisão judicial de permanecer afastado dela.

Ele foi solto no último dia 27 por falta de provas. O deputado era acusado de estuprar a ex-noiva mais de uma vez, além de tê-la mantido por cinco dias em cárcere privado. Ainda pesavam contra ele denúncias de lesão corporal, injúria, constrangimento ilegal e ameaças por palavras.

Em setembro, Bertoldi já havia sido considerado inocente dos crimes de violação de domicilio, coação durante o processo e desobediência da decisão judicial. Apesar de ter sido inocentado em duas ações, Bertoldi é réu confesso em outro processo por agredir a ex-noiva.

Como ele ficou preso oito meses preventivamente na cidade de Pinhais, no Paraná, a Justiça do Estado considerou que ele já cumpriu a pena. Segundo o advogado de defesa de Bertoldi, ele assumiu o crime porque “não teve o ânimo de lesionar a ex-noiva e a agrediu em legítima defesa”.

A ex-noiva de Bertoldi, Tatiana Bittencourt, publicou uma nota no Facebook um dia após a soltura afirmando que vai recorrer da decisão. Ela também vai pedir medidas protetivas para ela e também para os filhos. Segundo Tatiana, a sentença que inocentou o agora deputado não nega que os fatos ocorreram, apenas diz que não há provas suficientes para condená-lo, o que considerou injusto.

Conforme a ex-noiva do deputado, a lei já estabelece que qualquer tipo de relação forçada mediante violência e ameaça já pode ser considerada estupro. “Infelizmente só é considerada vítima a mulher que apresenta severas lesões, ou aquelas que acabam morrendo por esta covarde conduta violenta. Ainda há uma cultura tolerante com essa violência se ela não for tão extrema”, declarou.

O advogado de Bertoldi, Claudio Dalledone, chamou Tatiana de “criminosa”. Ele acusa a ex-noiva do seu cliente de ter se baseado em mentiras a fim de ascender politicamente e socialmente. “Ela (Tatiana) vai ser processada por denunciação caluniosa e extorsão”, afirmou Dalledone.

Em maio, a defesa de Bertoldi entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele pudesse assumir o cargo de deputado, mas não obteve êxito. A tese da defesa era de que não houve uma agressão “exclusiva” dele, pois “ambos saíram machucados”. A ex-noiva de Bertoldi, Tatiana Bittencourt, contudo, disse à Justiça na época ter sido “encarcerada, alvo de socos e chutes, chamada dos piores termos imagináveis, sem acesso a ninguém, apenas pessoas da confiança de Bertoldi que a vigiavam”.

A denúncia

Tatiana denunciou Bertoldi ao Ministério Público do Paraná no final do ano passado, que aceitou e encaminhou o processo ao Tribunal de Justiça do Estado. Bertoldi foi preso pela Polícia Federal e pela Polícia Militar de Santa Catarina em fevereiro, na cidade de Balneário Camboriú, depois de ter sido considerado foragido e ter sido identificado por uma testemunha. A prisão preventiva do ex-parlamentar foi decretada em janeiro porque ele teria violado a Lei Maria da Penha ao tentar se aproximar de Tatiana.

Comentários

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  1. Roberto Negromonte Santos Negromonte

    Essa moça não tem parentes não? Eles poderiam ter uma conversinha com o osmarzinho não é? o advorato dele o tolletone, parece ser uma pessoa também interessante.

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  2. Miltinho Sales

    Sério, notícias assim deveriam causar repulsa geral, e prontamente regulamentar essa lei frouxa que apoia marginais. Não é possível que permita se um cidadão com histórico desse assumir qualquer cargo público, mesmo que em julgado. Ficha limpa deve ser também ficha policial limpa. Masss…. É tão comum que notícia assim, passa batido. Banal. Depois não sabem como chegamos no atoleiro.

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  3. Elle está no lugar ‘certo’. Ali, no ‘congresso’, é o abrigo de todas as espécies de criminosos.

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  4. roberta zilio

    Um a mais, um a menos. Que diferença faz?

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  5. Armando Baptista DE Carvalho

    Olhe aí … O cara sai da cadeia (…de mentirinha) e assume de pronto um posto como suplente. Deus do ceu. Estazrei vivendo em outra dimensão?

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  6. DESORDEMEREGRESSO , eis o CONGRESSO !

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  7. Ele vai se sentir em casa no congresso, embora a concorrência por lá seja enorme.

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  8. pena de morte já.

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  9. CAIO CARVALHO

    Enquanto pessoas que cometem crimes forem acolhidas entre aqueles que governam o país e formulam as leis que o rege, não podemos esperar nada de novo, moralmente correto, honesto, ou mesmo digno a favor de nossa sociedade.

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  10. Nelson Marchetto

    E para isso que serve os suplentes, este sai da cadeia direto para o plenário, atente bem 513 + 513 suplentes, veja porque temos que reduzir a “quantidade” e excluir também os suplentes, nada de suplentes ficou doente, viajou a serviço, fica vago o cargo!!!

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