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STF vai decidir sobre eleição para governador do Rio no segundo semestre

Dino devolveu processo para continuidade de julgamento após pedido de vista e ação deve entrar na pauta do tribunal na primeira sessão de agosto, após recesso

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jun 2026, 15h55 | Atualizado em 30 jun 2026, 16h48
STF vai decidir sobre eleição para governador do Rio no segundo semestre Priorizar nos meus resultados Google

O processo sobre a sucessão ao governo do Rio de Janeiro será julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) na primeira sessão plenária de agosto, depois da volta do recesso do Judiciário. O estado é governador interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, que tem o aval da Corte.

O ministro Flávio Dino devolveu nesta terça-feira, 30, a ação para a continuidade do julgamento. Ele pediu vista (mais tempo para análise) e suspendeu a votação em março, quando o placar estava em 4 a 1 a favor de eleições indiretas para governador. Como é a última semana de trabalhos do STF antes da pausa, a retomada dos debates ficará para o segundo semestre.

Inicialmente, Dino afirmou que devolveria o processo assim que o TSE publicasse a íntegra da decisão que condenou Cláudio Castro e, com isso, esclarecesse dúvidas essenciais para definir o formato da eleição suplementar.

O ministro mudou de opinião depois que o Ministério Público Eleitoral apresentou um recurso ao TSE questionando o que vê como contradições entre o julgamento da Corte e o acórdão. A interlocutores, Dino justificou que o Tribunal Superior Eleitoral precisava aparar as arestas para o STF poder tomar uma decisão com segurança.

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A Corte Eleitoral rejeitou o recurso do Ministério Público. O órgão defendeu que o TSE deveria ter decretado a cassação do diploma de Cláudio Castro. Neste caso, a eleição do seu sucessor seria direta, por voto popular, e não na Assembleia Legislativa, como ocorre nas situações em que a saída do cargo é voluntária.

Havia uma expectativa de que, após o julgamento dos recursos, Dino pudesse desengavetar o processo, mas não foi o que se desenhou na prática. O ministro decidiu esperar a publicação do novo acórdão do TSE – divulgado há duas semanas – para redigir o próprio voto no julgamento do STF.

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Enquanto não há uma decisão definitiva sobre o formato da eleição-tampão, o Rio de Janeiro está sendo governado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça. Caciques da política e colegas magistrados acreditam que ele vai continuar no cargo até as eleições de outubro.

Com o “jogo de empurra” entre o STF e o TSE, não há mais tempo hábil para organizar uma eleição direta, se assim decidir o Supremo Tribunal Federal. A Justiça Eleitoral precisa de prazo para registrar as candidaturas e organizar toda a logística da votação.

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