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STF inicia ação penal contra Silas Malafaia no caso de injúria a general

Pastor alega que, ao chamar integrantes da cúpula do Exército de "frouxos", falou de forma "genérica"

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 ago 2026, 13h09 | Atualizado em 19 ago 2026, 17h03
STF inicia ação penal contra Silas Malafaia no caso de injúria a general Priorizar nos meus resultados Google

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início na terça-feira, 18, à ação penal contra o pastor Silas Malafaia no caso envolvendo supostas ofensas ao Alto Comando do Exército. O líder religioso é réu pelo cirme de injúria, e a partir de agora haverá a instrução processual, que inclui depoimentos e a coleta de provas. Em vídeo públicado no Instagram nesta quarta, 19, Malafaia voltou a dizer que é alvo de “perseguição política” por parte do ministro Alexandre de Moraes. Em relação ao discurso contra generais num ato na Avenida Paulista, em abril do ano passado, ele se defende afirmando que sua fala foi “genérica”. “Eu desafio o procurador-geral Paulo Gonet e Alexandre de Moraes a provarem que eu citei o nome do general Tomás Paiva na Avenida Paulista. Eu falei de maneira genérica, na minha liberdade de expressão numa manifestação pública”, diz ele na gravação.

Na ocasião, Malafaia chamou generais de quatro estrelas de “frouxos”, “covardes” e “cambada de omissos”. O contexto, segundo o pastor, era a falta de manifestação dos militares sobre a prisão do general Walter Braga Netto. O religioso foi tornado réu pela Primeira Turma em abril deste ano, mas um empate deixou de fora o crime de calúnia. Cristiano Zanin divergiu, alegando que a PGR não demonstrou na fala do pastor um fato atribuído como crime contra o general Tomás Paiva, comandante do Exército. Carmem Lúcia acompanhou o voto.

Já para a PGR, Malafaia imputou a Paiva o crime comum de prevaricação e o crime militar de covardia. O pastor, no vídeo desta quarta, diz que seu discurso não tinha “sujeito definido”.

 

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