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STF decide apurar relação de Collor com doleiro Youssef

Comprovantes indicam oito depósitos, que somam 50.000 reais, feitos pelo pivô da Lava Jato ao senador

Por Da Redação 22 ago 2014, 14h05

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar a ligação entre o senador Fernando Collor (PTB-AL) e o doleiro Alberto Youssef, pivô do bilionário esquema de corrupção desarticulado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Agentes encontraram no escritório do doleiro, durante ação de busca e apreensão, oito comprovantes de depósitos bancários em nome de Collor. Os depósitos, feitos no intervalo de três dias, em maio de 2013, somam 50.000 reais. Em entrevista a VEJA, a contadora de Youssef Meire Poza afirma que os depósitos foram feitos a pedido de Pedro Paulo Leoni Ramos (ex-auxiliar do senador e também envolvido com o doleiro).

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A apuração, determinada pelo ministro Teori Zavascki, é aberta quatro meses depois de Collor ser absolvido no Supremo da última ação a que respondia em razão das acusações que levaram ao seu impeachment, em 1992. A Justiça Federal do Paraná foi o órgão que solicitou a abertura do inquérito. O questionamento foi remetido ao STF porque Collor, como senador, tem direito a foro privilegiado.

No dia 26 de maio, na tribuna do Senado, Collor negou ter qualquer relação com o doleiro. “Posso afirmar de modo categórico que não o conheço e jamais mantive com ele qualquer relacionamento pessoal ou político”, afirmou. No pronunciamento de 18 minutos, ele não negou ter recebido os depósitos de Youssef, nem esclareceu os motivos da transferência.

(Com Estadão Conteúdo)

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