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Sob tarifaço, comércio entre Brasil e EUA retrocede ao pior nível em quase 30 anos

Dados da Amcham mostram recuo de 12,7% no primeiro semestre de 2026 e acendem alerta para urgência de acordo diplomático em Washington

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jul 2026, 13h30 | Atualizado em 8 jul 2026, 14h15
Sob tarifaço, comércio entre Brasil e EUA retrocede ao pior nível em quase 30 anos Priorizar nos meus resultados Google

Em meio às audiências públicas em Washington sobre o tarifaço do governo norte-americano aos produtos brasileiros, a Amcham Brasil revelou que o comércio bilateral registrou um declínio histórico no primeiro semestre de 2026.

De acordo com o Monitor do Comércio Brasil–EUA, as trocas nos primeiros seis meses do ano atingiram o menor patamar de participação desde 1997, com um recuo expressivo de 12,7%. O resultado foi impulsionado principalmente pela manutenção das sobretaxas impostas pelos EUA, que impactam severamente as exportações brasileiras de itens como aço, madeira e petróleo bruto.

Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, o desempenho confirma o momento delicado. “O resultado mostra que o comércio bilateral atravessa um período de forte pressão e reforça a necessidade de um acordo que evite a aplicação de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301”, avaliou.

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De janeiro a junho, o mercado estadunidense apresentou queda tanto nas vendas quanto nas compras de produtos brasileiros. A análise da Câmara Americana de Comércio revela que os bens alvos das tarifas foram os grandes responsáveis pela retração: as vendas desses produtos sobretaxados despencaram 16,6%, enquanto o embarque de mercadorias isentas recuou 8,7%.

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Por outro lado, o Brasil conseguiu ampliar seus acordos comerciais com a China e a União Europeia neste período. Apesar da baixa geral com os EUA, o Monitor registrou que o setor de bens industriais segue como o pilar de sustentação das trocas bilaterais. Além disso, o segmento de aeronaves e os bens isentos apresentaram uma ligeira recuperação em junho, o que pode sinalizar uma possível interrupção no ciclo de perdas e uma rota para a estabilização.

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O relatório da associação, que conecta cerca de 4 mil empresas associadas com movimentação equivalente a um terço do PIB brasileiro, conclui apontando para a urgência de acordos diplomáticos imediatos para mitigar o impacto negativo sobre a indústria nacional.

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