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Sob protestos, Alckmin inaugura Estação Pinheiros do Metrô

Acompanhado de José Serra e do prefeito Gilberto Kassab, governador prometeu entregar duas novas estações da Linha Amarela até outubro

Por Fernanda Nascimento 16 Maio 2011, 12h48

Em meio a protestos e ao lado do ex-candidato à presidência José Serra, o governador de São Paulo, Geraldo Ackmin, inaugurou nesta segunda-feira a estação Pinheiros, da Linha 4-Amarela do Metrô. A partir de agora, o terminal passa operar das 4h40 às 15h. A expectativa do governo é que, com nova a estação, a linha passe a atender 80 mil pessoas por dia, o dobro da demanda atual.

A construção do terminal, na rua Capri, zona oeste da capital paulista, foi marcada pelo acidente que resultou na morte de sete pessoas, em janeiro de 2007. Nesta segunda-feira, um grupo de aproximadamente 20 pessoas – entre parentes das vítimas e sindicalistas contrários à parceria público-privada adotada na Linha 4-Amarela – gritava contra governador.

“Seja homem, tenha caráter”, berrou, a certa altura, Elenildo da Silva, que perdeu o sobrinho Wescley Adriano no desabamento do canteiro de obras. Silva afirmava ter ficado sem a assistência do Estado após a morte. Em meio à confusão, o governador Geraldo Alckmin cortou a faixa e seguiu até a estação Faria Lima pelos trens da Linha 4-Amarela.

Nesta segunda-feira, os usuários reclamavam da dificuldade em acessar os trens da CPTM. A nova estação foi inaugurada antes do fim das obras da passarela que integrará a Linha 9-Esmeralda, de trem, à Linha 4-Amarela, de metrô. Alckmin garantiu que a interligação estará pronta em quinze dias. A intregração deve provocar um novo aumento na demanda pelo trajeto. O governador prevê também que, em um mês, o local passe a funcionar até as 0h. Com isso, deve triplicar o número de usuários na Linha 4-Amarela, que passará a atender 240 mil pessoas por dia.

Em outubro – Ao lado do prefeito Gilberto Kassab, Alckmin prometeu também adiantar para outubro a inauguração das estações República e Luz da Linha 4-Amarela, previstas para dezembro. “É um passo importante para melhorar o transporte coletivo de São Paulo”, disse. “Com a entrega dessas duas estações, teremos 700 mil passageiros circulando pela linha.”

Questionado sobre a estação Higienópolis, que causou polêmica na última semana, o governador garantiu que a mudança foi meramente técnica. O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, fez coro com Alckmin e afirmou que a estação será apenas “empurrada”. “O Metrô não vai sair da região da Avenida Angélica”, garantiu. “A briga acabou ficando em cima da fala de imprudentes.”

Veja fotos da nova estação.

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