Sob ameaça de “maior paralisação da história”, transportadores cobram Alcolumbre por MP do frete
Federação Nacional dos Transportadores de Combustíveis exige votação urgente de MP sobre piso de frete
A Federação Nacional dos Transportadores de Combustíveis (FNTC) cobrou, nesta segunda-feira, 13, do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação célere da Medida Provisória nº 1.343/2026, que visa garantir o cumprimento da Política Nacional de Piso Mínimo do Transporte no país.
A FNTC alerta que o texto, que aguarda por votação dos senadores, corre o risco iminente de caducar na próxima quinta-feira, 16. De acordo com a federação, o tema tem mobilizado fortes ações contrárias à conversão da MP em lei. Neste movimento conjunto de pressão estariam articuladas “entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Brasilcom”, afirma a entidade em nota oficial.
O foco central da cobrança é que Alcolumbre coloque em pauta o texto que altera a legislação vigente para criar a obrigatoriedade de cadastramento de cada operação. O ato normativo inclui também a aplicação de medidas coercitivas e penalidades severas para as empresas contratantes que não respeitarem a tabela oficial de fretes.
O presidente da FNTC, Iraci Gomes, argumenta que o desrespeito ao piso mínimo ocorre desde 2018, quando a lei foi instituída. O representante recorda que o transporte rodoviário de cargas é o setor responsável por movimentar mais de 80% das riquezas do país. “Se os alimentos, os medicamentos, os combustíveis e tudo o que é produzido chegam até o consumidor, é porque tem alguém transportando tudo isso. Mas os transportadores não estão sendo valorizados nem pelos contratantes de serviços de frete, nem pelos governantes”, justifica.
O Planalto editou a MP na tentativa de regulamentar a demanda dos caminhoneiros. Porém, na véspera de perder a validade, o texto segue travado no Senado. Dirigentes têm procurado parlamentares de diversos partidos para conter o risco de uma crise sem precedentes nas estradas. O líder da entidade adverte que o objetivo da categoria é evitar o vencimento da medida para impedir reflexos severos no abastecimento nacional. “O objetivo é evitar que a MP caduque e que a lei seja aprovada o quanto antes, para evitar uma quebradeira geral no setor e a maior paralisação nacional do transporte rodoviário de cargas já vista no país. Afinal, sem piso mínimo de frete não há como trabalhar. É dignidade receber o mínimo!”, pontua o presidente da FNTC.







