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Sob ameaça de “maior paralisação da história”, transportadores cobram Alcolumbre por MP do frete

Federação Nacional dos Transportadores de Combustíveis exige votação urgente de MP sobre piso de frete

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jul 2026, 11h52
Sob ameaça de “maior paralisação da história”, transportadores cobram Alcolumbre por MP do frete Priorizar nos meus resultados Google

A Federação Nacional dos Transportadores de Combustíveis (FNTC) cobrou, nesta segunda-feira, 13, do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação célere da Medida Provisória nº 1.343/2026, que visa garantir o cumprimento da Política Nacional de Piso Mínimo do Transporte no país.

A FNTC alerta que o texto, que aguarda por votação dos senadores, corre o risco iminente de caducar na próxima quinta-feira, 16. De acordo com a federação, o tema tem mobilizado fortes ações contrárias à conversão da MP em lei. Neste movimento conjunto de pressão estariam articuladas “entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Brasilcom”, afirma a entidade em nota oficial.

O foco central da cobrança é que Alcolumbre coloque em pauta o texto que altera a legislação vigente para criar a obrigatoriedade de cadastramento de cada operação. O ato normativo inclui também a aplicação de medidas coercitivas e penalidades severas para as empresas contratantes que não respeitarem a tabela oficial de fretes.

O presidente da FNTC, Iraci Gomes, argumenta que o desrespeito ao piso mínimo ocorre desde 2018, quando a lei foi instituída. O representante recorda que o transporte rodoviário de cargas é o setor responsável por movimentar mais de 80% das riquezas do país. “Se os alimentos, os medicamentos, os combustíveis e tudo o que é produzido chegam até o consumidor, é porque tem alguém transportando tudo isso. Mas os transportadores não estão sendo valorizados nem pelos contratantes de serviços de frete, nem pelos governantes”, justifica.

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O Planalto editou a MP na tentativa de regulamentar a demanda dos caminhoneiros. Porém, na véspera de perder a validade, o texto segue travado no Senado. Dirigentes têm procurado parlamentares de diversos partidos para conter o risco de uma crise sem precedentes nas estradas. O líder da entidade adverte que o objetivo da categoria é evitar o vencimento da medida para impedir reflexos severos no abastecimento nacional. “O objetivo é evitar que a MP caduque e que a lei seja aprovada o quanto antes, para evitar uma quebradeira geral no setor e a maior paralisação nacional do transporte rodoviário de cargas já vista no país. Afinal, sem piso mínimo de frete não há como trabalhar. É dignidade receber o mínimo!”, pontua o presidente da FNTC.

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