Sessão com Orlando Silva tem bate-boca

Líder do PPS se desentendeu com presidente do colegiado e deixou a audiência. Ameaçado por denúncias, ministro fala sobre Lei Geral da Copa

Por Gabriel Castro - 25 out 2011, 15h24

A audiência da Câmara dos Deputados em que o ministro do Esporte, Orlando Silva, está sendo ouvido, na tarde desta terça-feira, começou com uma discussão entre o presidente da Comissão Especial da Lei Geral da Copa, Renan Filho (PMDB-AL) e o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).

Os dois se desentenderam sobre a permissão para que o líder usasse a palavra. Renan deu o assunto por encerrado e passou a vez para o ministro enquanto Bueno ainda argumentava. Irritado, o líder se levantou e deixou o local em protesto. “Eu me retiro dessa palhaçada”, bradou, acusando Renan de agir pela “blindagem da roubalheira do esporte”.

Poucos minutos depois, quando o ministro já falava sobre a Lei Geral da Copa, o deputado Pauderney Avelino (RN), vice-líder do DEM, tentou apresentar uma questão de ordem. Renan Filho afirmou que, pelo regimento da Câmara, seria preciso esperar que o ministro concluísse sua fala. Avelino também protestou contra o presidente do colegiado.

Argumentação – Quando o ministro encerrou sua exposição, Pauderney pediu que a audiência fosse encerrada sob o argumento de que Orlando Silva já foi alijado das decisões sobre a Copa do Mundo: “Acredito que o ministro já não pode estar aqui, de acordo com a chefe dele, a presidente da República”, disse o parlamentar. Renan Filho desconsiderou a argumentação dele. Gilmar Machado (PT-MG) também respondeu: “O deputado Pauderney Avelino ainda não ganhou eleição para falar em nome do governo”.

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Orlando Silva se negou a responder às indagações sobre o esquema de corrupção na pasta. “Eu me permitirei não fazer nenhuma digressão política”, disse ele.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, voltou à Câmara dos Deputados nesta terça-feira para participar de uma audiência pública sobre a Lei Geral da Copa do Mundo. Na berlinda por causa das graves revelações sobre o esquema de corrupção na pasta, o comunista se recusou a falar com a imprensa antes da audiência.

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