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Serra diz que mensalão é ‘assunto do PT’

Candidato rebate a acusação de Fernando Haddad, que afirmou que o uso do mensalão em campanha política foi uma 'ofensiva pessoal'

Por Da Redação - 8 set 2012, 19h33

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, rebateu os comentários do candidato do PT, Fernando Haddad, que disse na última sexta-feira “ser uma ofensiva pessoal” do líder tucano vincular, no horário de propaganda eleitoral da TV, o PT ao escândalo do mensalão. “Todo mundo sabe que o mensalão é assunto do PT. Quem comandou o mensalão é até hoje um dos chefes do partido. Se é um fenômeno partidário, é do PT”, disse. “O mensalão não está sendo usado. O mensalão é uma realidade. Está na mídia todos os dias, está na alma da opinião pública. O STF (Supremo Tribunal Federal) já provou que o mensalão existiu. Não se trata de uso, trata-se de evidência”, acrescentou Serra.

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Indagado sobre o fato de ser apoiado por um dos réus do mensalão, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), Serra minimizou: “Que tenha gente de outros partidos, a Justiça vai julgar. Eu apoio a decisão da Justiça”, disse. “Quem é inocente, que seja inocentado. Quem tem culpa, que seja culpado.”

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Serra aceitou discutir “questões éticas” na campanha, como propôs Haddad. “Ótimo, vamos debater a ética então, sem problema nenhum. Quem são as companhias dele, o partido dele. A biografia de cada candidato. Eu acho ótimo, normal que isso aconteça numa campanha eleitoral”, afirmou o tucano.

Serra disse estar tranquilo sobre a disputa em que está tecnicamente empatado com Haddad, segundo as pesquisas eleitorais. “Tem um mês de campanha. A população está fazendo sua cabeça. Quem já disputou eleição sabe disso”, comentou, após fazer uma caminhada de quase uma hora no Parque do Povo, no Itaim-Bibi. Durante o passeio, ele conversou com alguns simpatizantes e foi indagado por um homem se acreditava que cresceria nas pesquisas nas próximas semanas. “Claro, falta um mês para as eleições”, respondeu, de forma serena.

Indagado sobre uma entrevista dada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual ele disse que a polarização política entre PSDB e PT em São Paulo provocou “uma fadiga de material” junto ao eleitorado, o que se somou a “um pouco de cansaço do eleitorado com a predominância do PSDB”, Serra desconversou. “Eu não vi a entrevista e não vou comentar. Às vezes, o sujeito está fazendo uma análise sem implicação política”, afirmou o candidato.

José Serra também não entrou em detalhes sobre a participação do candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomano, num culto da Assembleia de Deus, em que líderes evangélicos pediram voto para o candidato. “Essa é uma questão que tem que ser discutida na Justiça Eleitoral. É uma questão que ele tem que tratar. O que é mais problemático no Russomano é a falta de propostas. São propostas irrealistas, que não têm uma lógica, recursos. Acho que esse é o problema principal”, apontou.

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(Com agência Estado)

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