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Senhor do impeachment, Arthur Lira recebe apelo do STF contra Bolsonaro

Ataques do presidente às urnas eletrônicas e insinuações de que pode tumultuar o processo eleitoral foram tema de reunião de ministros com o parlamentar

Por Laryssa Borges Atualizado em 17 Maio 2022, 10h07 - Publicado em 14 Maio 2022, 09h35

Com a escalada do discurso do presidente Jair Bolsonaro contra as instituições e a volta dos ataques às urnas eletrônicas, o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) ouviu de quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) apelos para que suba o tom contra o chefe do Executivo e marque posição clara contra qualquer discurso golpista ou teoria conspiratória envolvendo as eleições. A mensagem dos juízes a Lira foi clara: por ter como atribuição dar andamento a eventuais processos de impeachment contra Bolsonaro, ele teria autoridade política para frear a verborragia do presidente e baixar a temperatura da retórica que erroneamente emula as Forças Armadas como garantidoras do pleito.

Os ministros do STF disseram a Lira que a Corte teve papel crucial na articulação política para que o Congresso rejeitasse o voto impresso, negociando diretamente com partidos para que colocassem deputados mais ponderados na discussão do tema, e afirmaram que, diante da insistência de Bolsonaro de tentar colocar em xeque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Câmara precisa se posicionar com mais veemência contra cada insinuação contra o sistema eleitoral e a democracia.

Na terça-feira 10, em um evento com investidores nos Estados Unidos, Lira defendeu as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro. “Eu fui eleito nesse sistema durante seis eleições e não posso dizer que esse sistema não funciona. O sistema é confiável”, declarou. “Precisa de ajustes? Precisa. Mas é importante que tenhamos tranquilidade política no pleito. E nós haveremos de ter. O povo vai escolher, sem o eufemismo de dizer que aquela urna presta, que aquela urna não presta”, acrescentou. A fala do deputado foi interpretada no STF como uma resposta aos apelos dos ministros feitos dias antes.

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