Senador de oposição pede criação de ‘CPI do Lulinha’
Presidente da CPMI do INSS quer nova comissão mirando filho de Lula
O senador Carlos Viana (PSD-MG), que concorre à reeleição em outubro, disse nesta quarta, 20, que vai protocolar um pedido para criar a CPI do Lulinha no Senado. A comissão miraria o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, alvo de investigação por tráfico de influência.
Conhecido como Lulinha, ele teria facilitado o acesso ao governo à lobista Roberta Luchsinger, que já atuou em conjunto com o “Careca do INSS”, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, preso por suspeitas envolvendo fraudes e descontos indevidos sobre pensões e aposentadorias. O caso já é investigado pela Polícia Federal no âmbito do Supremo Tribunal Federal — a Procuradoria-Geral da República apresentou hoje um parecer para que o inquérito vá para a primeira instância.
Viana, que foi presidente da CPMI do INSS, disse que “o Brasil exige investigação”. “Quero saber quem abriu portas dentro do governo, quais interesses foram intermediados e qual foi, de fato, o papel de Lulinha nos episódios investigados”, afirmou. “Filho do presidente da República não está acima da lei. ”
Ele também pediu mobilização popular para conseguir as 27 assinaturas necessárias. A coleta de apoios, no entanto, não é o único requisito para a abertura de uma comissão do tipo: em fevereiro, foi protocolado um pedido de CPMI para investigar as fraudes envolvendo o Banco Master, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se recusou a instalá-la. Para Alcolumbre, as autoridades competentes já estavam investigando o caso. “Está todo mundo investigando isso. Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral”, falou ele ao rebater críticas pelo engavetamento.







