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Senado arquiva pedido de CPI dos fundos de pensão

Trata-se da segunda CPI incômoda ao Planalto derrubada desde que Temer assumiu a articulação política do governo

Por Laryssa Borges 9 abr 2015, 11h49

A Mesa Diretora do Senado vai arquivar nesta quinta-feira o pedido de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigaria irregularidades na gestão de recursos de fundos de pensão de quatro instituições ligadas ao governo: Petrobras (Petros), Correios (Postalis), Banco do Brasil (Previ) e Caixa Econômica Federal (Funcef). O senador Aloysio Nunes Ferreira havia reunido 32 assinaturas de apoio para apurar suspeitas de repasses irregulares de dinheiro a partidos políticos e sindicatos não comprometidos com os trabalhadores que representam. Sete senadores, porém – a maior parte do PSB -, retiraram os apoios até a meia-noite de quarta-feira, prazo final para que os congressistas confirmassem ou não se dariam aval à nova CPI.

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Esta é a segunda derrubada de CPI no Senado nas últimas 24 horas, período em que o vice-presidente da República Michel Temer assumiu a articulação política junto ao Congresso. A exemplo da CPI do BNDES, desidratada nesta quarta depois de pressão do governo, a CPI dos fundos de pensão seria um mecanismo de desgaste certo à gestão da presidente Dilma Rousseff. Para se ter uma ideia, apenas no caso do Postalis, fundo de pensão dos Correios, investimentos pouco rentáveis podem ter provocado déficit de 5,6 bilhões de reais.

Solicitaram a retirada de seus nomes da lista de apoio os senadores Ivo Cassol (PP-RO), Romário (PSB-RJ), Lídice da Mata (PSB-BA), Roberto Rocha (PSB-MA), João Capiberibe (PSB-AP), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Com a retirada das assinaturas, a CPI ficou com 25 assinaturas, dois a menos do que o mínimo necessário para sua instalação.​

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