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Senado aprova em plenário anistia a bombeiros

Projeto de Lindberg Farias estende a medida a profissionais de outros 12 estados e ao Distrito Federal que participaram de movimentos reivindicatórios

O Senado aprovou nesta quinta-feira o projeto de lei que prevê a anistia aos bombeiros e policiais militares envolvidos na invasão ao Quartel General do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro em junho deste ano. O projeto foi proposto por Lindberg Farias, do PT-RJ, e aprovado em plenário. A matéria seguirá agora para a Câmara dos Deputados.

Antes disso, a proposta já tinha sido aprovada em caráter terminativo pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa em junho. Na ocasião, houve um recurso, foi encaminhada a plenário e recebeu emendas. Na última quarta-feira, a CCJ aprovou o texto com as emendas e nesta quinta o plenário aprovou.

O beneficio da anistia foi estendido aos policiais e bombeiros de outros estados envolvidos em movimentos reivindicatórios desde 1997. São eles: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins, Distrito Federal e Alagoas.

O senador Aloysio Nunes, do PSDB- SP, preferiu abster-se da votação. Ele avaliou ser necessária uma análise de cada caso. E contestou o que chamou de uma “anistia por atacado”. Ele ainda chamou os protestos feitos pelos militares de “episódio controvertido e dramático”.

No dia três de junho, um grupo de cerca 2 mil servidores do Corpo de Bombeiros do Rio invadiu o QG, localizado na Praça da República, no centro da cidade. Esse movimento foi o ápice de uma série de protestos. A cronologia dos fatos mostra que as reivindicações por melhorias salariais começaram ainda em abril. A categoria, no entanto, não havia recebido a atenção do poder público. E acabou expondo o governo de Sérgio Cabral a um duro desgaste.