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Sem Chalita, Skaf lança candidatura ao lado de ex-ministros faxinados por Dilma

A cerimônia em que o PMDB oficializou a candidatura do presidente licenciado da Fiesp ao governo de São Paulo foi marcada pela ausência do deputado federal Gabriel Chalita e pela presença dos ex-ministros denunciados por corrupção Carlos Lupi (ex-Trabalho) e Wagner Rossi (ex-Agricultura)

Por Felipe Frazão
14 jun 2014, 14h51

O PMDB oficializou neste sábado a candidatura do presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf, ao governo de São Paulo. A cerimônia na capital paulista foi marcada pela ausência do deputado federal Gabriel Chalita e pela presença no palanque de dois ex-ministros do governo Dilma Rousseff faxinados pela presidente após denuncias de corrupção: o pedetista Carlos Lupi (ex-Trabalho) e o peemedebista Wagner Rossi (ex-Agricultura).

Lupi e Wagner Rossi ocuparam as primeiras fileiras no palco, ao lado do vice-presidente Michel Temer (PMDB), de parlamentares e do ex-governador paulista Fleury Filho (PMDB). Ao discursar, Lupi disse ter escolhido apoiar Dilma e Temer no plano nacional e Skaf em São Paulo para tirar o PSDB do governo estadual. Lupi defendeu a presidente Dilma, que amarga impopularidade no Estado e foi hostilizada na abertura da Copa do Mundo. “Eu amo meu país… Mas foi falta de educação de muitos brasileiros o que aconteceu no Itaquerão, xingaram a presidente Dilma Rousseff. Não é atitude do povo ordeiro de São Paulo. Não podemos ter ingratidão com quem fez o país avançar.”

Skaf e Temer articularam com Lupi a indicação do advogado José Batochio (PDT) como candidato a vice-governador. O Pros é o terceiro partido da aliança até o momento. A chapa de Skaf e Batochio foi aprovada neste sábado pelos delegados do PMDB com 596 votos a favor e 3 em branco.

Skaf afirmou que a liderança do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em pesquisas de intenção de voto é “natural”, mas afirmou que o tucano agora rivaliza com o PMDB e não mais com o PT. Em entrevista ao site de VEJA, Skaf afirmou que não é a terceira opção. Temer fez coro: “O Skaf tem razão, a grande polarização vai ser entre PMDB e PSDB. Confiamos muito na candidatura do Paulo Skaf.”

Temer disse que trabalhará para atrair o apoio do PT no segundo-turno, caso Skaf avance. “Estamos todos juntos [com o PT] na área nacional, com palanque Dilma/Temer em São Paulo. Agora, evidentemente, aqui em São Paulo há uma divisão e o eleitor vai decidir. Temer negou que ser adversário do PT no Estado crie dificuldades políticas. “Fizemos isso em 2012 e deu certo. No palanque federal, o Paulo Skaf e todo o PMDB estão comigo e com a presidente Dilma. Uma coisa é a campanha para São Paulo e outra coisa é a campanha nacional.”

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Fator Chalita – O filho de Wagner Rossi, o deputado estadual Baleia Rossi preside o PMDB no Estado e também coordenou as alianças políticas, além de ser agora um dos principais nomes do partido para disputar uma vaga na Câmara, em Brasília. Baleia Rossi desponta no PMDB por causa da desistência do deputado federal Gabriel Chalita, que não disputará a reeleição.

Chalita abandonou a convenção ainda durante a manhã, após votar e posar para fotos. Eleito em 2010 com cerca de 500.000 votos, ele era pressionado pelo partido para tentar a reeleição e assim aumentar a captação da chapa à Câmara. Chalita não se encontrou com Skaf durante a convenção, tampouco com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que chegou junto ao candidato.

Chalita descartou a reeleição e também se candidatar ao Senado. Ao site de VEJA, ele disse estar frustrado com a Câmara dos Deputados. “Não serei candidato a deputado, nem ao Senado. Sem chance. Vou cuidar dos meus livros agora e da carreira de educador. Já presidi a comissão de Educação e dei minha contribuição”, afirmou. “Eu disse ao PMDB que estou disposto a ajudar conceitualmente, mas que preferia não sair candidato agora.” Chalita negou que tenha desistido de disputar cargos eletivos por causa do desgaste com denúncias de um ex-colaborador, segundo quem ele teria recebido propina quando era secretário de Educação do governador Geraldo Alckmin (PSDB). O Ministério Público apura o caso desde o ano passado.

Skaf e Chalita não possuem laços partidários nem pessoais. Egressos do PSB, ambos migraram para o PMDB a convite de Michel Temer. Em 2012, disputaram internamente a indicação para candidato a prefeito de São Paulo. Chalita foi escolhido e terminou as eleições em quarto lugar, com cerca de 800.000 votos. Skaf não participou da campanha. Em retaliação, o grupo político de Chalita, que comanda o Diretório Municipal, defendia que ele fosse o candidato ao Palácio dos Bandeirantes no lugar de Skaf. Chalita e seus aliados dizem que não apoiarão nenhum candidato neste ano.

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