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Sem acordo, comissão adia votação de reforma política

Prazo para apresentação de emendas foi estendido até 20 de outubro. Relator, até então otimista, disse que votação nesta quarta poderia derrubar a proposta

“Esse relátorio,como está, só será aprovado na noite de 24 de dezembro dentro do trenó de Papai Noel”

Eduardo Cunha, deputado federal

Como era previsto, a Comissão de Reforma Política da Câmara dos Deputados adiou a votação do relatório final de Henrique Fontana (PT-RS), marcada para tarde desta quarta-feira. Diante da inexistência de consenso sobre pontos-chave da proposta, a decisão foi estende em duas semanas o prazo para a apresentação de emendas ao texto do petista.

“Se fossemos à votação hoje, correríamos o risco de um cenário que significaria o arquivamento da reforma política. A prudência me indica que eu devo apostar no caminho da negociação e do diálogo”, argumentou Henrique Fontana – que até esta terça-feira, garantia que a votação estava de pé.

Novas sugestões – Fontana também sugeriu que o projeto fosse votado com ressalvas para os destaques, o que foi aceito pelo presidente da comissão, Almeida Lima (PPS-SE). De qualquer forma, o colegiado deve ficar mais de duas semanas sem se reunir. Os partidos terão até 20 de novembro para apresentar novas sugestões à proposta de Fontana. Só depois que o relator analisar as propostas é que uma nova reunião será agendada para votar o relatório.

Pessimista, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nem esperou a reunião desta quarta-feira acabar para criticar as ideias do petista: “Esse relátorio,como está, só será aprovado na noite de 24 de dezembro dentro do trenó de Papai Noel”, ironizou.

O texto de Henrique Fontana prevê financiamento público de campanha e introduz o voto em lista para a escolha de deputados e vereadores, o que desagrada grande parte da Câmara.