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Secretário de Saneamento de SP descarta racionamento até março de 2015

Mauro Arce afirmou que economia feita pela população e utilização do "volume morto" são suficientes para o abastecimento até começo do ano que vem

Por Da Redação 3 Maio 2014, 10h10

O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, descartou que exista a possibilidade de racionamento de água pelo menos até março de 2015. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele afirmou que a utilização do “volume morto” (reserva de água profunda nas represas e a economia de água pela população serão suficientes para manter o abastecimento até o ano que vem.

“O resultado do bônus [desconto de 30% para quem economiza 20% ] é extremamente importante nesse cenário. Está ocorrendo uma evolução no número de pessoas que aderiram”, afirmou Arce.

A sobretaxa de 30% na conta de água começa a valer a partir de junho para o consumidor que gastar qualquer gota além da média mensal de uso em 2013. Arce reconheceu que torce para uma chuva atípica fora do verão. Em maio de 2005, como secretário da mesma pasta, ele enfrentou enchentes que inundaram a marginal Tietê logo depois de o governo estadual anunciar que pistas da via não teriam alagamentos por décadas devidos às obras recém-realizadas de rebaixamento da calha do rio.

Arce também reconhece que São Paulo não conseguiu, nos últimos dez anos, diminuir a dependência do sistema Cantareira. Na sexta-feira, o sistema estava com 10,4% de sua capacidade, mais baixo nível da história. O PSDB governa o estado desde 1995.

“Foram tomadas providências. Mas elas ainda não foram concluídas. Poderia ter sido feito antes, mas ninguém reclamou”, disse o secretário.

‘Socorro’ com água do Guarapiranga será dobrado- No mesmo dia em que o Sistema Cantareira registrou mais uma baixa histórica, com 10,4% da capacidade, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que vai dobrar, a partir de outubro, a quantidade de água revertida da Represa do Guarapiranga para bairros da capital que ainda são abastecidos pelo manancial que atravessa sua pior crise de escassez.

Segundo Alckmin, serão remanejados mais mil litros por segundo do reservatório da zona sul paulistana para distritos mais centrais da cidade. Em fevereiro de 2015, a reversão deve aumentar em mais 1,5 mil litros. Hoje, o Guarapiranga já socorre com 1,1 mil litros os bairros Jabaquara, Vila Olímpia, Brooklin e Pinheiros, que recebiam água do Cantareira. Outros 2,1 mil litros já são revertidos do Sistema Alto Tietê para Penha, Ermelino Matarazzo, Cangaíba, Vila Formosa e Carrão, zona leste.

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Ao todo, cerca de 2 milhões de moradores da capital atendidos pelo Cantareira passaram a receber água do Guarapiranga e do Alto Tietê. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), são essas operações de reversão de água na tubulação que provocam “cortes pontuais” de abastecimento. Nesta sexta-feira, esses dois sistemas estavam com 77,3% e 35,6% da capacidade, respectivamente.

Há uma semana, Alckmin já havia anunciado a reversão de 500 litros por segundo do Sistema Rio Grande, que ocupa um braço da Represa Billings, na região do ABC paulista, a partir de setembro. O volume é suficiente para abastecer cerca de 150 mil pessoas. Segundo a Sabesp, o remanejamento de água, aliado à redução do consumo, tem evitado a adoção de racionamento de água generalizado na Grande São Paulo. As informações são do jornal

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(com Estadão Conteúdo)

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