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Secretário anuncia bilhete único mensal para 2º semestre

Jilmar Tatto, de Transportes, disse que início de cadastro de usuários será em abril; porém, ainda não há acordo para integração do metrô e da CPTM

Por Da Redação - 23 jan 2013, 09h31

No primeiro encontro do prefeito Fernando Haddad (PT) com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, aproveitou a ocasião para anunciar a criação do cadastro de usuários do bilhete único mensal, prevista para abril. Uma das principais promessas de campanha de Haddad, o bilhete mensal pode sair do papel no segundo semestre, de acordo com Tatto. Da reunião entre tucano e petista, porém, não saiu acordo sobre a participação do estado no projeto petista, com a integração do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Oficialmente, Haddad e Alckmin trataram de parcerias nas áreas de habitação, segurança e educação. Em dois dias, novas cooperações deverão ser anunciadas por Haddad, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) chegar a São Paulo para a festa dos 459 anos da capital.

Tatto informou que o cadastro do bilhete único mensal deverá ser feito inicialmente pela internet, com base no número do CPF dos passageiros. Pela promessa de campanha do PT, o usuário terá de pagar 140 reais por um número irrestrito de viagens no sistema de transporte. Por esse preço, o pacote valeria a pena só para quem faz mais de 46 viagens de ônibus por mês.

Pela estimativa da prefeitura, o bilhete único mensal custará 400 milhões de reais anuais em subsídios. Neste ano, sem a criação da tarifação mensal, o gasto com transporte já será de 660 milhões. Fundamental para o sucesso do projeto, a integração com o Metrô e a CPTM, geridos pelo governo estadual, não foi pauta da reunião de Haddad e Alckmin. O tema será discutido em nova reunião, marcada para março, na sede da prefeitura.

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(Com Estadão Conteúdo)

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