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‘Se urna fosse confiável, eleição teria sido decidida hoje’, diz Bolsonaro

Sem citar problemas específicos, candidato diz que vai cobrar soluções do TSE; 'não podemos continuar flertando com comunismo', afirmou, sobre Haddad

Por Da Redação 7 out 2018, 23h08

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, questionou os resultados do primeiro turno das eleições de 2018 na noite deste domingo (7). Em transmissão ao vivo em sua página no Facebook, ele disse que, “se tivéssemos confiança no voto eletrônico, já teríamos o voto do futuro presidente da República decidido no dia de hoje”.

Ao lado do economista Paulo Guedes e de uma intérprete de libras, Bolsonaro disse que vai exigir soluções junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “Não podemos esmorecer”, afirmou.

O candidato não fez menção a um problema específico — na manhã deste domingo, seu filho Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo Rio, publicou tuíte com vídeo que mostrava uma urna que autocompletava voto para Fernando Haddad (PT). Na tarde do domingo, o TRE-MG publicou vídeo desmentindo as imagens — um técnico fez uma perícia no vídeo indicando edição.

O pronunciamento de Bolsonaro durou nove minutos e treze segundos. No discurso, o candidato do PSL reafirmou diversas bandeiras de sua campanha, como a redução de ministérios — “serão 15”, disse — e de empresas estatais. “Teremos pelo menos 50 estatais a menos, privatizando ou extinguindo”, afirmou.

Também falou sobre segurança pública e fez um aceno às mulheres, eleitorado que foi considerado seu ponto fraco durante boa parte da campanha. “Vamos trazer a paz para as mulheres, para as mães quando seus filhos vão para a faculdade ou para um evento social. Vamos jogar pesado em cima disso.”

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Adversário

O candidato do PSL também fez comentários, de forma vaga, sobre seu rival no segundo turno, Fernando Haddad. Uma das principais críticas foi a de que o petista buscará se distanciar de Lula. “Você vê nosso opositor dizendo que não vai mais visitar ninguém em Curitiba”, afirmou.

“Também quer fazer uma cartinha ao povo brasileiro”, disse, em referência à Carta do Povo Brasileiro, documento assinado por Lula durante a campanha de 2002 e que o ajudou a vencer o pleito na época.

“Não podemos continuar flertando com o comunismo e o socialismo”, afirmou ainda o capitão reformado, dizendo que seus rivais “quebraram grandes empresas brasileiras e arrebentaram com os fundos de pensões”. Fez ainda menção à imprensa, “lamentando” que parte da mídia não tenha “lido o programa de governo deles, com a proposta de controle social da mídia”.

No fim da sessão, Bolsonaro ainda conclamou seus eleitores a permanecerem mobilizados. “Estou aqui porque acredito em vocês e vocês acreditam no Brasil. O objetivo do Executivo e do Parlamento é produzir felicidade. Até a vitória, se Deus quiser.”

Com Estadão Conteúdo

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