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Se minha varanda falasse…: a prisão domiciliar da família Queiroz

Márcia de Oliveira Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, foi flagrada em uma breve aparição na sacada do apartamento do casal

Por José Benedito da Silva Atualizado em 16 jul 2020, 14h05 - Publicado em 17 jul 2020, 06h00

Depois de mais de três semanas foragida, Márcia de Oliveira Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, entregou-se à Justiça e ganhou o direito à prisão domiciliar graças a uma decisão para lá de generosa do presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha. Na última terça, 14, acabou sendo flagrada por um fotógrafo em uma breve aparição na varanda do apartamento do casal, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Feita no estilo paparazzi, a imagem não tem muita qualidade de definição, mas capta bem o clima da residência. Com um semblante de desolação e ainda sem o adereço da tornozeleira eletrônica, ela ficou um tempo debruçada no parapeito, pensando na vida e pouco se importando com os olhares indiscretos da rua. Acusado de comandar o esquema das rachadinhas quando era assessor do então deputado Flávio Bolsonaro, Queiroz também não tem ficado recluso na área interna do imóvel e já foi visto algumas vezes na mesma varanda, uma delas bem à vontade, só de calção, e outra acompanhado pelo cão da família, da raça chow-chow. Bastante criticada, a decisão de Noronha ocorreu no recesso, sob a justificativa de que Márcia deveria ficar ao lado do marido para “dispensar as atenções necessárias” a Queiroz, acometido por um câncer. Com o fim das férias do Judiciário, em agosto, o responsável pelo habeas-corpus do casal passará a ser o ministro Felix Fischer, conhecido pela linha dura na condução da Lava-Jato na Corte. Com isso, Queiroz e Márcia correrão o risco de ter de trocar em breve o local do banho de sol.

Publicado em VEJA de 22 de julho de 2020, edição nº 2696

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