Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Sarney anuncia corte de gastos no Senado

Ocupantes de cargos de direção perdem horas extras; concurso é adiado

Por Gabriel Castro e Luciana Marques 10 fev 2011, 12h31

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou nesta quinta-feira um corte de gastos no orçamento da casa. Ele afirmou que os ocupantes de cargos de direção não receberão mais horas extras. O presidente não deu mais detalhes sobre o contingenciamento, que ainda será definido. Mas ressaltou que a medida se adapta à conjuntura do setor público: o governo federal anunciou nesta quarta-feira uma redução de 50 bilhões de reais no Orçamento da União.

O concurso público do Senado, que estava previsto para os próximos meses e já atraía a atenção de milhares de candidatos por causa dos altos salários, também foi adiado: “Vamos ter que ver diante da nova realidade orçamentária”, afirmou Sarney, ainda sem saber oficialmente da decisão. Em seguida, o adiamento do concurso, para 180 vagas, foi confirmado pelo primeiro secretário da Mesa do Senado, Cícero Lucena (PSDB-PB).

Reforma – Apesar do anúncio do presidente, o Senado até agora não tirou do papel a prometida reforma administrativa da casa. O projeto elaborado – e depois refeito – pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) está parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A reestruturação fo iniciada depois que a imprensa revelou a farra de cargos, gratificações e horas extras na casa, em 2009. A promessa, agora, é que a reforma vai voltar a ser prioridade.

A senadora Marta Suplicy (PT-SP), vice-presidente do Senado, reconheceu nesta quinta-feira que a aplicação da redução de gastos deve criar desgastes internos. “Sempre há resistência quando há cortes. Teremos que enfrentar as pressões”. Ela também afirmou que uma das mudanças do novo modelo de gestão será a criação de metas de trabalho para os servidores.

Continua após a publicidade
Publicidade