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Sabesp oferece ao Rio volume morto de Paraibuna como garantia de transposição

Governo paulista quer criar uma reserva de 162 bilhões de litros de água para oferecer ao Rio como forma de compensar a obra de transposição prevista para a Bacia do Paraíba do Sul

Por Da Redação - 23 nov 2014, 10h42

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) quer criar uma reserva de 162 bilhões de litros de água da represa de Paraibuna para oferecer ao governo do Rio como forma de compensar a obra de transposição prevista para a Bacia do Paraíba do Sul. A expectativa do Estado é de que esse “volume morto” funcione como uma espécie de garantia do processo que visa a aumentar a capacidade hídrica das regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo.

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De acordo com estudo formulado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em parceria com técnicos da Universidade de São Paulo (USP), a intenção é reforçar e aumentar os níveis de garantia do Sistema Cantareira, a partir de uma obra de interligação entre as Represas Jaguari e Atibainha.

Caso o projeto de Alckmin, que está avaliado em 830 milhões de reais, receba o aval da Agência Nacional de Águas (ANA), a Sabesp poderá captar, em média, 5.000 litros de água por segundo da Bacia do Rio Paraíba do Sul, dando fôlego ao Cantareira.

A autorização da ANA é necessária porque a Bacia do Paraíba do Sul tem gestão federal. O rio corta Minas e São Paulo, onde a água é armazenada na Represa de Paraibuna, na qual será assegurado o volume morto. Em seguida, corre para o Estado do Rio, onde posteriormente abastece a Represa do Funil.

A empresa desenvolveu o projeto segundo critérios de segurança para o abastecimento e também a geração de energia – os Rios Jaguari e Paraíba do Sul são usados pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp). A Furnas, que produz energia para o Estado do Rio, também usa os mesmos recursos na divisa de Estados.

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(Com Estadão Conteúdo)

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