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Romário e suas empresas têm dívida de 1 milhão de reais com a União

Valores estão em seu CPF e no CNPJ de três de seus negócios, todos inscritos na dívida ativa do governo federal. Senador está contestando as cobranças

Por Luisa Bustamante Atualizado em 30 ago 2018, 18h06 - Publicado em 30 ago 2018, 17h18

Um dos líderes nas pesquisas de intenção de voto para o governo do Rio de Janeiro, o senador Romário Faria (PODE) e suas empresas acumulam uma dívida de 1 milhão de reais com a União. Seu nome e o CNPJ de três de seus negócios aparecem na lista de devedores inscritos na Dívida Ativa da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Segundo o órgão, Romário deve, como pessoa física, 657.732 reais. Os outros 346.461 correspondem a cobranças distribuídas entre empresas em que ele consta como sócio — a Romário Sports Marketing, o Café Onze Bar e a Soldati Games Internacional. A Procuradoria não detalha a natureza dos débitos para preservar o sigilo fiscal.

Em nota enviada a VEJA, o senador alega que “está ciente das dívidas (de suas empresas) e as negociando com os órgãos competentes, tendo declarado todos os valores à Receita e apresentado todos os documentos quando solicitados”. A Receita Federal cobra de Romário valores de imposto de renda a pagar relativos aos exercícios de 2016 e 2017.

Sobre os 657.732 reais devidos como pessoa física, o senador alegou que os débitos em seu nome estão relacionados ao pagamento de pensão alimentícia. A nota diz que Romário pagou pensão e declarou os valores em seu imposto de renda para fins de abatimento, mas alega que quem recebeu o dinheiro não declarou à Receita. “Como cabe à alimentante pagar o imposto devido e ela não pagou, a Receita inscreveu o nome dele na dívida ativa”, afirma a nota. Ele figura, portanto, como devedor solidário nesses processos e contesta a dívida.

Nome do senador aparece na lista de inscritos na dívida ativa da União PGFN/Reprodução

Se eleito governador, Romário terá que cuidar do caixa do estado com a pior situação fiscal do país. Apenas as dívidas fluminenses com o governo federal cravam 105,8 bilhões de reais. Em sua nota, o candidato toma o cuidado de dizer que há “diferença entre vida privada e política”. Afirma que o buraco financeiro do Rio será avaliado pelo economista Guilherme Mercês, da Firjan, seu nome para a Secretaria da Fazenda — tudo sob seu acompanhamento. Entre as propostas do senador para a economia, consta um estímulo para o pagamento de dívidas contraídas com o estado, sejam elas de pessoas físicas ou jurídicas. Uma das sugestões é fazer parcerias com a Justiça para agilizar o processo por meio de conciliação e até penhora dos débitos.

Neste mês, o senador teve uma casa penhorada pela Justiça como garantia de pagamento de dívidas com um credor. Segundo o jornal O Globo, o imóvel, que fica em um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca, foi comprado por 6,4 milhões de reais e declarado à Receita Federal pela irmã do ex-jogador, Zoraidi de Souza Faria. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, apontou indícios de lavagem de dinheiro em operações financeiras do agora candidato.

Durante seu mandato no Senado, Romário chegou a propor um projeto de lei que poderia deixá-lo inelegível. A proposta, que está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania desde junho de 2017, sugere que qualquer dívida com a Fazenda Pública inviabilize candidaturas a cargos eletivos.

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