Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Romário cobra de Aras providências sobre CPI do Futebol

Senador quer que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se debruce sobre escândalo que abalou imagem da CBF

Por Rafael Moraes Moura 11 jul 2021, 10h19

Em dezembro de 2016, a CPI do Futebol concluiu os trabalhos após um ano e cinco meses de investigação. Na época, os senadores aprovaram um relatório chapa branca de Romero Jucá (MDB-RR), que não pedia o indiciamento de dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), apesar de uma série de indícios de desvios que vieram à tona com a revelação de contratos e negociações escusas da entidade. O relatório de Jucá se limitava a apresentar “recomendações administrativas” à CBF, propondo projetos de lei para ajudar na saúde financeira dos clubes, entre outras coisas. O Ministério Público recebeu não apenas a versão de Jucá, mas também o relatório elaborado por Romário (PL-RJ), presidente da comissão, que defendia os indiciamentos de nove pessoas, entre elas o então chefe da CBF, Marco Polo del Nero, além dos ex-presidentes Ricardo Teixeira e José Maria Manin. O trio foi acusado de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. “Perdemos? Claro que não. Essa luta não acaba aqui”, afirmou o ex-jogador de futebol. Quatro anos e meio depois, a luta ressurgiu.

Toda a documentação da CPI — que incluía informações reunidas ao longo da investigação, como quebra de sigilo bancário e telefônico, contratos, recibos e e-mails — foi enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 9 de fevereiro de 2017, quando Rodrigo Janot era o chefe do Ministério Público. Depois de Janot, Raquel Dodge e Augusto Aras assumiram o cargo. Em ofício obtido por VEJA, endereçado o atual procurador-geral da República, Romário cobrou do MP que providencie “o devido andamento às conclusões da CPI do Futebol”, o que não ocorreu até agora.

“Fizemos um trabalho difícil, demorado e meticuloso, com a cooperação de diversos órgãos de fiscalização e controle federais e internacionais. Ao cabo, mesmo com a notória indisposição do então relator da CPI (Jucá, autor do relatório favorável aos dirigentes) em exercer a sua função de inquiridor, conseguimos montar uma equipe de investigação e colacionar um farto e consolidado conjunto probatório, obtido sobretudo com as transferências de sigilo e de informações”, escreveu Romário a Aras, em documento assinado em 30 de junho de 2021.  Na época da CPI do Futebol, Romário e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apontaram um “boicote político” à comissão realizado pela “bancada da CBF”, com o objetivo de esvaziar sessões e barrar o avanço das investigações.

No documento enviado à PGR no mês passado, Romário frisou que é preciso investigar os fatos levantados pela comissão no atual cenário futebolístico do país.  “Marco Polo del Nero, banido pela FIFA por corrupção e objeto de ordem internacional de prisão (difusão vermelha) por parte da Interpol, dá reiteradas e visíveis mostras de que ainda detém o comando real na entidade, tendo recentemente operado para derrubar Rogério Caboclo, seu ex-aliado, do comando da entidade”, observou o senador. “Del Nero conseguiu escapar e continua solto, abrigado pela impossibilidade de extradição e pela inação, até o momento, das instâncias judiciais nacionais.”

Enquanto o ex-jogador da Seleção Brasileira tenta resgatar o caso, a bola segue parada na PGR. Aras ainda não respondeu ao senador.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.