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Rogério Onofre, solto por Gilmar Mendes, se entrega à PF

O ex-presidente do Detro-RJ havia sido beneficiado por habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, mas era alvo de novo pedido de prisão e estava foragido

Por Da redação - Atualizado em 26 ago 2017, 14h45 - Publicado em 26 ago 2017, 13h35

O ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) Rogério Onofre se entregou à Polícia Federal na manhã deste sábado. Ele era considerado foragido.

Onofre havia sido beneficiado por um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira, mas foi alvo de novo mandado de prisão expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, nesta sexta.

O ex-presidente do Detro havia indicado sua casa, em Paraíba do Sul, no sul do estado do Rio, como endereço domiciliar. As medidas restritivas impostas pelo STF previam que ele deveria ficar lá à noite e nos finais de semana. Nesta sexta, porém, não foi encontrado no endereço.

Segundo o advogado Yuri Sahione, que defende o ex-presidente do Detro, Onofre “se sentiu inseguro após sair da cadeia”. O defensor afirma que está avaliando as medidas a serem tomadas.

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Onofre é um dos personagens envolvidos na queda-de-braço entre Bretas e o ministro Gilmar Mendes, que tem mandado soltar todos os envolvidos no esquema investigado pela Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato que cercou a cúpula do Transporte no Rio.

Em uma semana, o magistrado do STF mandou soltar nove investigados presos por Bretas, entre eles Onofre.

Onofre, que foi nomeado para o cargo pelo então governador Sérgio Cabral (PMDB), também preso, é acusado de receber cerca de R$ 40 milhões de propina no esquema. 

(Com Estadão Conteúdo)

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